Autora




NOME:
Renata Bernardes

PSEUDÔNIMO:
Valkiria

ATUALMENTE:
estudante de Artes Plásticas




Historico

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Música



O VENTO
Los Hermanos


O vento vai dizer
lento o que virá,
E se chover
demais,
A gente
vai saber,
Claro de
um trovão,
Se alguém depois
sorrir em paz.



Oi.



- Postado por: Renata às 13h17
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Renata, gêmeos, leão... tem como ser mais volúvel?

Tô estranha. Mas tô viva.
Já tô começando a ficar meio impaciente comigo mesma. E com tudo.
Setxa-feira me vi gastando quatro horas da minha vida com uma coisa muito provavelmente inútil.
Essas esperanças que eu tenho, essas insistências que eu tenho.
Hoje tive um sonho a respeito de uma dessas insistências, que eu até já tinha largado mão. Que até já tinha ficado de saco cheio dela.
Eu vejo alguns esforços meus não dando certo... eu sou uma pessoa muito rancorosa, sabe. E fico guardando segredos pra me defender. Estou a fim de perdoar pessoas. E começar a ser honesta de verdade, mesmo que me julguem mal. Porque ninguém merece isso que eu estou me fazendo passar. De ter que me vigiar o tempo todo pra não falar a verdade pra pessoa errada. E ter que desconfiar daqueles que já me magoaram, mesmo sem o saber. Tô a fim de poder relaxar! Fazer o que quero sem culpa. Não fazer o que não quero. Quero ser perdoada também, e não acho justo se eu não quiser fazê-lo. Parece que eu sou super simpática, mas na verdade tem um monte de gente de quem eu guardo uma mágoazinha. Quero me livrar disso! Quero recomeçar o ciclo agora! É no momento de crise que a gente tem a oportunidade de mudar! Não ter medo de dizer o que eu penso pra ninguém! E se eu me fuder por causa disso, pelo menos não deixei de me fuder por omissão! Isso já está tirando minha paciência! Esse fingimento todo! De que está tudo bem!
Não sei o que pensar, o que fazer... estou bodenloss.
Por outro lado, tô bem acordada, de pé. Só meio perdida... meio tudo vale, eu decido. E não sei exatamente que decisão seria a melhor... mas já cansei dessa que tenho tomado ultimamente... de se omitir, apenas observar... quero ir atrás de cada pessoa da minha vida e falar o que eu sinto por ela. Não sei se quero... sei lá, vamos testar.
Fazer um movimento diferente de tudo o que já fiz na vida, sair do vício, da muleta, do boden. Me jogar. Me abalar. Mas sem ornamento. É.
Tô viajando, mano.
Mas é engraçado.
Esses últimos meses foram bons, tranquilos.
Talvez seja passageira essa minha sensação de agora.
Mas que o ano recomeçou, recomeçou, ao menos burocraticamente.
Abril é que a faculdade, o estágio, o teatro, tudo começa de fato.E olha que já começou faz tempo! Eu estava só enrolando. Mas chega.
Gente, que doida eu.
Só falo.
Capaz que amanhã isso já tenha passado.
Sei lá.
Tô meio perdida. Vamos ver.



- Postado por: Renata às 17h15
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eu sou

Oi, eu sou a gatinha. Eu tenho uma bundinha gostosa. Eu sou preocupada com provas e bombas. Talvez não devesse ser tanto. Talvez devesse justamente sê-lo. Mas quero sempre ser aquela parceira, uma truta firmeza. Eu tenho um filho chamado Homer que fica comigo esporadicamente, sempre sendo maltratado pela mãe desnaturada. Eu não quero perder as pessoas da minha vida e não acredito nesse negócio de fazer com que nossos amigos tenham que fazer escolhas difíceis. Não depois de um tempo tão bom. Não depois de deixar de ser toda remelenta, estrunxada, entregue às bebidas. Eu gosto de cinema, comida gostosa e parques. Eu comprei um gatinho de consolo no Shopping, o nome dele é Abobrinha, uma comida muito gostosa que combina muito bem com rondelle e caneloni. Ele sabe dançar ao som de Sex Pistols. O mundo vai acabar.

Oi, eu sou a Rena. Quem me deu esse apelido foi um amigo da Federal, que era um lugar legal, mas que faz tempo que não vejo. Que não falo com as pessoas de lá. Porque eu hoje vou pro lado de lá que é pra não ter razão pra chorar. Nem através de terceiros. Então eu viro um túmulo para os meus melhores amigos. Não conto nada da minha vida e durante as férias inteiras não os vejo uma única vez. Mas quero falaaar, mas não pooosso e não consiiigo! Pois a simbiose é inevitável. Eu sou promotora de picnics, mas não vão todos os que eu quero e os que vão, mal dá pra conversar, porque eu estou brincando e fazendo a sala pros convidados. Conversa a dois não dá pra fazer em grupo de vinte. Sem rodinha de auto-ajuda pra você, com ou sem habitantes de Mogi das Cruzes. As mina loka do bagui tentam fazer fondue de queijo e chocolate, mas estão cada uma pr'um canto. Sem vivamente pra você. E já fazem cinco anos! Cinco anos é muito tempo. Não pode passar em branco. E eu não agüento esperar por nossas cítaras - já estou deixando escapar segredos. Sem medo de ser feliz.

Oi, eu sou a Rena. Eu tenho amigos politécnicos. Eu sou. E o mundo é caos. Às vezes eu sou super profunda, noutras estou fria. Sou tomada por uma qualidade que se expande no ambiente: uma qualidade feliz, proibida, reservada, vermelha. Eu bebo sim. E jogo paredão com bolas de tênis e danço forró. Não recebi nenhuma carta, então posso relaxar e voltar a brincar. Eu penso que faço simbiose, mas às vezes fico em dúvida se não estou sendo simplesmente enganada na cara dura. Noutras, penso se não estou sendo muito severa. Tenho saudade de quando deixo tudo ser mais simples e infantil. Mas também sou tomada por pudores. Tenho DR com meus amigos e reforço as amizades. Desconfio. Fico irritada. Me afasto. Sou tomada. Fico em dúvida. Não sei o que fazer. Não faço nada e deixo quieto. Por um longo tempo. Faço outras coisas da vida. Volto. E aí? Sereníssima... me parece.

Olá, eu sou a Senhorita Renata. Eu não preciso ter medo, não vou me machucar. Eu estou tensa. Eu não estou acostumada com essas coisas, faz tempo que isso não acontece. Eu sou encanada, eu preciso relaxar. Eu sou viciada em Doritos. Psicho killer, qu'est que c'es? Eu quero ir pra Santos. E no SESC Pompéia. Sou ecana, mas não conheço a ECA. Sou uma anta, uma mané. Eu sou nova, besta, infantil e falo besteira quando estou bêbada de sono. Quero comer a grama molhada, porque parece o espinafre do bandejão. Não pertenço ao grupo e as pessoas têm muito mais assunto entre si do que eu. Não farei nenhuma alusão. Protopopopopopopopov. Eu quero ver as peças de 2009. A minha irmã escreveu um livro sobre prostituição. Eu quero ficar bem. Mas eu não estou bem? Não no ônibus. Todos os dias seguidos na pensão e na Paula sim. Aliás, hoje é a despedida dela. Eu quero poder ficar triste, mas eu tenho que ser eu mesma, então tenho que fingir que não me incomodo. É só um conselho pelo meu bem-estar.

Oi! Eu sou a Reeena. Eu sou bacana. De Baco. E fui ver as Bacantes. Mas não bacaneio não. Não posso. Não sou chata, não quero ser. Espero. Gosto de fazer convites pras pessoas, sou uma promoter reconhecida. Eu tomo pinga. E me irrito com terceiros, mas logo os perdôo, pois sem eles não conseguiria alcançar meus objetivos. Je parle un petit peu de français. Mas eu não gosto tanto assim deles. É difícil de esquecer, mas não há constrangimento. É da hora. Às vezes eu consigo o que quero, a muito custo e com alguns detalhes não tão legais no final. Eu gosto de desenhar pessoas com formatos estranhos, com corpos arredondados e curvas bruscas, pequenas, com lordose e corcundas. Eu gosto da minha irmã. Eu escondo algumas coisas, depois de muito expô-las, guardo debaixo do cobertor. Deixo quieto. Só no sorriso, só na simpatia.

Meu nome é Rena. Nesse parágrafo eu sou duas pessoas ao mesmo tempo: a que conta e a que deixa ver, fazer o quê, estamos aí. Estamos aí SEMPRE. Eu não confio em muita gente, mas preciso de ao menos UMA pessoa que saiba TUDO. E conto. Em outros casos, eu não conto, mas eu estou sempre presente às vistas dos olhos, perceptivelmente - não é preciso ter muitas skills. Eu escrevo nos cadernos com raiva. Me pergunto. Eu até olho lááá pra baixo, quando estou no 15º andar, mas nem ferrando que eu faço alguma coisa - não se preocupem. Muita ferocidade na caneta. Mas eu perdôo, quando percebo que não há motivos para se irritar. Eu confio. Eu gosto de ressucitar antigas simbioses. Gosto de ir no ato contra o aumento do bilhete único e na Sarajevo - e isso as minhas duas metades gostam. Vem! Vem! Vem pra rua vem contra o aumento! Eu perdi o meu colar para Iemanjá, para a revolução e para o amor. Eu gosto da Praia Grande, mesmo quando a espuma da água está marrom - são os anticorpos! E estou sempre pronta pra festinhas. E quando eu tinha treze anos eu gostava de rock'n roll.

Oi, eu sou a Renata, sou da turma de 2009 de Plásticas. Era da Multimídia, pensei em Gravura, mas mudei pra Licenciatura. Por causa de um estágio num atelier de Artes que estou dando pra crianças, não peguei nenhuma das matérias obrigatórias para todos os cursos do meu semestre, farei todas ano que vem com os bixos. Por isso, verei pouco as pessoas da minha sala, apesar de querer justamente me aproximar mais deles este ano. Eu fui do oito ao oitenta. Quem sabe se eu for no JUCA. Mas já perdi oportunidades de me aproximar: primeira semana, festinhas, calouradas, Festeca - deus me livre. Tem gente legal. Mas especificamente eu quis fazer as matérias de Práticas de Gravura I e de Gravura I (metal) por vários motivos. Também quis fazer HEAB, mas mudou de dia e a turma se dividiu entre esse tal dia e a própria sexta, na aula do Gilberto. Fui na Sarajevo, tomei margueritas azuis e dancei muito, porque o mundo vai acabar e nunca vi tanta dança. Logo em seguida, as luzes se apagaram naquele foco. Acho que elas vão se acender menos ainda esse semestre do que semestre passado. O quarteto está se dissolvendo, conforme as habilitações vão se separando. Acho que tenho projetos de cenografia e indumentária mandados para a Quadrienal de Praga esse ano. E não vou poder estagiar no SESC Belenzinho, mas posso encaminhá-lo. Ainda vou fazer uma coisa, mas essa coisa eu vou esconder até o talo.

Meu nome é Renata, eu estou no terceiro ano de Artes Plásticas e fiz parte do núcleo amarelo do GTP ano passado. Eu não sou eu, nem sou o outro, sou qualquer coisa de intermédio, pilar da ponte de tédio que vai de mim para o outro. Eu não sou atriz, não sou profissional, não sou hipócrita, não sou paralítica, não sou parasita, não sou falsa, não sou fingida, não sou efêmera, não sou real, não sou igual, não sou prisioneira, não sou estéril. Eu não sou isso. E não sou vocês. Eu não finjo ser o que eu não sou. Hoje eu acordei com o meu teatro fora do lugar. Eu tentei consertar sozinha, sabe, mas eu não consegui. Mas eu não sou só. Eu não estou só. Tem alguém aí? ...aí. Tem. Nós não vamos abandonar facilmente assim. Vou acompanhar tudo. Todas as reuniões, discussões, ensaios. Talvez até encontrar um que ainda ache que o teatro é uma mentira, mas que ainda dê pra conversar. Olharemos. Veremos.

Meu nome é Rê, do amarelo, eu estou no segundo ano de Artes Plásticas, fiz teatro amador quando tinha uns 13 ou 14 anos e fiquei procurando, mas nunca encontrei um grupo legal, então vim atrás do GTP pra não ficar louca. Mas não sei fazer nada. E choro. E me visto mal. E tenho um pé atrás com essas brigas todas, não vou confiar minha cabeça a ninguém aqui, só vou fazer teatro tranquilamente. Não me envolverei tanto quanto essas pessoas que parecem ter saído muito machucadas. Será que é terapia? Propor, propor, agressor. Olha, aceitar. Olha, o outro. Não, não dá pra ser egocêntrico aqui. E não é terapia. Só Para Loucos. Então, destrói-se o castelo de areia. Mas permanece-se de pé. Segura as mãos dos mais próximos e vai. Sai do buraco negro e entra no cubo branco. Conversa, espera. E inicia uma nova fase: branco. Clareza, leveza, esvaziamento, tranquilidade. Descompromisso por enquanto. Erros? Sempre há. Mas há o perdão, que não significa mais do que a chance de recomeçar, segundo Arendt.

Oi, eu sou a Renata. Eu estreei a peça Só Para Loucos no dia 08 de novembro. Eu estava bem louca, literalmente, na peça. A gente tinha que ser bem louco e provocar as pessoas, mas fazia parte do papel. Mas isso acaba distanciando as pessoas de mim. Eu tenho a impressão de despertar antipatia, mas pode ser só impressão, a menos que seja todas as vezes. Daí, converso pra saber se está tudo bem. Se não estiver, faço estar e fica tudo bem agora, diria o Entei. Eu prometo que não tem nada a ver. Então começo a interagir pra mostrar que não tem nada a ver. Chamo pra festinhas, combino de correr, tocar Radiohead. Então vou pra praia e tento ficar neutra. Mas fazer o quê se eu sou engraçada? Só ser legal com TODO mundo mesmo. Lutar pelas pessoas, pra não perdê-las. Mas depois, dar motivo para perdê-las. Para que elas se decepcionem comigo. Mostrar que tinha que se preocupar, sim. Eu magoo as pessoas, deixo-as tristes e bravas e com razão. Só o que eu gostaria é que elas me perdoassem. Mas não acho isso muito impossível, não. Isso é o que tem me deixado feliz nos últimos dias.

Oi, eu sou a re-re-re, eu sou linda. Quando eu chego, cataploft. Eu faço aquilo que eu quero, da forma que eu quero, porque eu sou viva e presente. Há um arquivo de Power Point sendo produzida sobre mim para ser apresentado para a minha família. Eu quero fazer cursos de Comunicação Não-Violenta. Mas eu não sou grossa, eu sou fofa e tenho valores éticos muito fortes que eu valorizo muito. Eu me respeito muito, sou honesta e sincera. Eu sei o que quero. Eu gosto de gatos, de feras, de garras. Eu gosto de documentários sobre antropologia. Eu sou estranha. Eu gosto de bolo de milho. E gosto muito de Arte. Artes Plásticas e Cênicas. Performance, Gravura. Fui assistir à peça Marcha Para Zenturo, de dois grupos muito fodas, o Grupo Espanca! e o Grupo XIX de Teatro. Eu sou sutil como um elefante e tomo cuidado em áreas de risco. Eu tenho piadas internas demais e posso causar desconfiança nas pessoas. Eu vi uma onça gemer na mata do arvoredo - oh lerê são joão, me valha são pedro, de onça eu tenho medo. Eu comecei a curtir a deusa Artemis e fico procurando as Três Marias no céu. Eu sou fedida e cheirosa ao mesmo tempo, pois não uso perfume. Eu suo. Eu corro todo domingo, entre outros compromissos não tão rígidos assim. Por exemplo: mexe kuduro, balança kuduru! no aniversário de colombianas tomando sangue de macaco e ouvindo axé, macumba da boa! E ainda assim gosto de desenhar o vocalista do Radiohead na areia e fingir que não é ninguém. Mas é alguém sim! Não só é alguém, como É. Existe. Eu vi, olhos nos olhos. E estou aqui querendo chá.

Por último, eu sou anônima. Ergonõmica, bonita, volúvel, múltipla, polimórfica. Trabalho no Pensarte, moro perto do Jaçanã, nunca havia brincado com cachorro antes, fui pra Caraguá no Carnaval e não fiquei vermelha, tomei muito tombo, gosto de tatuagem e de poesia - tal personalidade anda forte ultimamente. Também curto movimentos sociais, votei no Plínio, gosto de índios. Eu vi duendes e acho eles fofinhos. Curto chorinho e a pele morena tropical. Tô aprendendo a falar francês, muito francês. Eu jogo capoeira e tenho dreads. A cereja do vizinho é da hora! Sem contar com o cabelo azul, a gravura, a CNV. É muita característica pra uma pessoa só. Mas a gente vive e existe tudo junto o tempo todo. Ié :)



- Postado por: Renata às 02h27
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gravando

Nos últimos três meses a minha vida tem sido bem diferente. Não só por um motivo ou dois mais óbvios. Tá tudo bem diferente. A maioria das coisas temporariamente. Por isso, esse post me lembra um que escrevi sobre outubro de 2006.
Eu deixei de ter na minha vida todos os dias uma pessoa que eu tinha todos os dias.
Também deixei de ver nossos amigos. Por conta disso, deixei de contar pra eles as várias novidades desses três meses. Por exemplo, a de que nos últimos três meses a minha vida social se restringiu basicamente ao meu grupo de teatro, que vem passando por mudanças. Muitas mudanças. E a cada época desses três meses era um assunto GTPense diferente: primeiro andei muito só com laranjas e amarelos (comi doritos), andei muito com amarelos, depois andei pouco com azuis e laranjas (cataplotei) e só com os que iam nos eventos como tirar fotos no cemitério, ir ao Teatro Oficina etc. Também entrei num estágio que me obrigou além de tudo a ver pouco as pessoas da minha sala, das quais eu pretendia me aproximar esse semestre. Em especial, uma pessoa da minha sala que eu vou ver menos ainda do que semestre passado. Marquei um picnic que foi bacana, mas deixei de conversar com algumas pessoas que eu queria rever (algumas porque não foram). Tentei marcar fondues, mas tá difícil. Estou conhecendo um jeito novo de viver. Mais respeitoso comigo mesmo. Magoei pessoas que eu gosto, mas com muito cuidado pretendo ajudar de longe nos curativos - mesmo que para isso eu tenha que ficar realmente longe. Destruíram algo que eu estava começando a me sentir parte e eu senti nisso uma grande injustiça, mas não quero simplesmente jogar tudo aos leões, quero acompanhar pra ver aonde vai dar. E eu não dou o direito a ninguém de pensar que eu não penso. Aliás, a coisa que mais me irrita é quando alguém pensa que eu sou ignorante. Nessas horas eu preciso respirar. Eu estou olhando atentamente tudo ao meu redor, não permitindo que me olhem totalmente, mas curtindo. Eu estou bem feliz, na real, mesmo com esses problemas. Pois estou me sentindo viva. Sabe, se não estivesse acontecendo nada, estaria tudo muito chato. Daria espaço pra ficar pensando besteira. Ah eu também falei coisas que talvez não devesse adiantar. Tenho que suprimir esse lado meu também. Eu estou guardando, guardando, mas não estou me sufocando. É uma sensação nova essa, de ficar guardando segredo, é até engraçado. Daqui algumas semanas eu vou precisar escancarar tudo. Estou ouvindo bastante música. Sempre as mesmas. Estou confrontando pessoas de tempos diferentes. Queria que todo mundo estivesse junto de novo. Aqui ou lá. Direita ou esquerda. Mas aqui dentro também. Vetores. Branco. Verdade.

Gravado.



- Postado por: Renata às 01h05
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cataploft

eu ainda preciso PARAR e escrever aqui tudo o que eu tô planejando.

sobre cataploft, doritos, crianças, fondues...

 



- Postado por: Renata às 21h40
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sutilmente



- Postado por: Renata às 22h52
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"eu sou forte/ como um cavalo novo/ com fogo nas patas/ correndo em direção ao mar"

"E corri tanto! Mas como corri... Até que um dia cansei. Cansei. Parei. Perguntei: correr pra quê? Correr pra onde? E aconteceu um instante. Um instante minúsculo. Um desejo inquestionável que não me deixou desistir. E recomecei a correr...
Dizem que momentos como este, tão infinitamente pequenos, estes inastantes tão cansados da vida, esses átimos sem esperança, chamam-se Deus. Nesses minissegundos, Ele nos dá uma pista, nos consola com a possibilidade de Sua existência. E nós, carentes que somos, largamos tudo e voltamos a correr. Corremos pra ver se era Ele mesmo. Dizem...
Foi Por Elise que me ensinou o nome desse desejo. Desse desejo de vida. Foi Por Elise que me ensinou, também, que o mais legal era procurar por Deus - e não encontrá-lo. Que encontrá-lo é só um pretexto para recomeçar a correr. Deus é recomeço. Corremos na esperança de um dia revê-lo. Fé é esperança. Sou um homem de fé. E agora não quero mais saber se Deus existe. Quero saber é quem respira por Ele! Quem? Quem? Quem? Quem? Quem?"
Gustavo Bones, o lixeiro.

"Foi um susto, um momento de suspensão, de sentimentos sem nome, o nascimento. Com essa roupa, segui grandes marcas no chão, duro, pouco à vontade ainda. Precisa experimentar outro corpo, com outra roupa.
Na ressaca do parto, um pouco de racionalidade é sempre bem vinda: com esta roupa não dá. Aumenta aqui, troca ali, costura aqui. E eu lá dentro na busca de um espelho que me desse a possibilidade de ver de fora, entender de fora, sentir de fora. Bora outra vez. (...) Sabe, me disseram pra não sentir, não me abrir, ser indiferente. Mas será que tem gente que é assim? Isso é gente? Por isso, segurei tudo e veio uma batida forte do coração literalmente na cadência do samba. O coração é uma escola! Vi o Sol. Caí. Levantei. Caí de novo e esbravejei em japonês. Outro dia revi esta imagem e confesso que fiquei até um pouco comovido. Forte.
Novos passos. 'Vamos embalar tudo, pra ele não correr o risco de se machucar, de sentir nada!' Terceira tentativa. Tira o boné e muda o abacate (afinal, pra quê abacate tem caroço?). Soa bem definitiva, soa como a última vez. Coube! E eu pensando: mas como é que entra nisso? Como é que anda nisso? Como é que cai?"
Paulo Azevedo, o funcionário.

"O que nela se elevava não era a coragem, ela era substância apenas, menos do que humana, como poderia ser herói e desejar vencer as coisas? Não era mulher, ela existia e o que havia dentro dela eram movimentos erguendo-a sempre em transição."
Samira Ávila, a mulher, inspirada por Perto de um Coração Selvagem, Clarice Lispector.

 

Por Elise, a peça mais linda que eu já vi.



- Postado por: Renata às 15h41
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e até o tempo passa arrastado



- Postado por: Renata às 18h52
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deixando escapar segredos

Fechando e abrindo a geladeira a noite inteira.
Quero postar aqui um desenho que eu fiz.
Quero fazer outros desenhos... Quem sabe.

A face quente por dentro, ainda que não se mostre corada por fora.
São as vantagens da pele morena tropical.
Voz entrecortada, respostas monossilábicas, olhar de expectativa.
Vontade de esconder a cara, de dormir, de ser invisível.
Corpo parado, inexpressivo, esquecendo que é um corpo.
Os olhos inquietos, pra todo lado. A maior cilada.
Rosto enfiado no meio das mãos, feito criança.
Cara pasma diante de criança; subestimação.
Como era mesmo? ah sei lá, tanto faz.
Ansiedade. Fechar os olhos, respirar, olhar pros lados.
Suspiro.
Saudade, borboletas. Nostalgia não, agora. Sorriso sereno.
Aconteceu alguma coisa? É, sim. Silêncio.
Te perdôo por pedires perdão. Fechar os olhos.
Não postar aqui um desenho que eu fiz.
Cumplicidade, dar risada ALTO. Reencontro, pela segunda vez na vida.
É engraçado. Escutar músicas, tentar se identificar.
Não se identificar, mas se identificar mesmo assim, na imaginação.
Insônia. Preguiça de ir dormir, senão fica mais perto de acordar.
Crianças! Só. Podia ser só assim. Mas é melhor que não seja.
Cumplicidade. Dancing with my self! MUITO ALTO! MAIS RÁPÍDOOOO!!!
Psico killer, Qu'est-ce que c'est? fa fa fa fa fa fa fa fa fa
run run run run run run away uooooo ai ai ai fa fa fa fa fa fa fa fa fa
Rotina, vício pela rotina. Promoção de eventos... vazios...
Horas, datas, locais, celulares. Automatização. Listas, confirmações.
Deixa estar, era essa a música, não era? deixa deixa várias delas...
Anaaaaa... Paulaaa... Oh noes, no names!
Mas é isso, não são só eventos vazios... são os donos dos nomes.
É o caminho? Ou aquela tradicional fuga dos sonhos?
Daquelas de se arrepender na idade da mulher que eu mirei?
Não, ela não parecia frustrada. A velha também não.
Eram um sonho... deusas! Qual seu maior sonho? whatever.
Uma dança contemporânea... que parece muito fluida... mas é difícil
Sofre-se pra se parir. É o sofrimento do momento da criação.
E tem que saber a hora de parar! Se não, vai tentar consertar até estragar.
Muito pathos esse semestre! Muito, muito! oh god, s'il vous plaît!
comofas//qq-'1
sei lá, véi. ahh! Expressão serena. Rosto vermelho!
Compartilhar segredos,
Vou parar por aqui pra não estragar.

Que seja louvado o Deus Jupiter!!!



- Postado por: Renata às 00h23
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ano novo, vida nova, queira eu ou não (mas eu quero)

Muita coisa vai mudar ano que vem.

Minhas irmãs vão sair de casa de novo, a família toda se separando de novo. Elas vão morar no centro e eu vou visitá-las muito (principalmente quando voltar de balada com elas). Minha mãe vai se aposentar e eu espero que ela faça isso antes de enlouquecer com o stress do trabalho. Mas eu também vou estar longe, na pensão, para poder aproveitar mais minhas horas ao lado da USP, e não dentro de um ônibus. O Dimitri está começando a falar e a interagir mais e eu vou brincar mais com ele. Eu vou finalmente começar a dirigir de verdade e poder levar as pessoas e a mim mesma pros lugares. Vou começar a fazer um núcleo mais aprofundado de teatro no GTP, no núcleo do Dio e da Maína, aprofundando as amizades começadas e fazendo novas. Vou continuar fazendo francês e começar a ler, ver filmes e conversar com estrangeiros. Vou ter tempo para levar até o fim um esporte no CEPE, como capoeira ou yoga. Vou preparar e começar uma iniciação científica sobre algum tema relacionado a desenho com o profº Mubarac. Vou finalmente começar a trabalhar, conhecer a realidade da minha área na prática, sendo estagiária no Instituto Pensarte como educadora em um atelier de Artes para crianças do bairro da Santa Cecília. Não vou mais pedir dinheiro para minha mãe e aprender a controlar meus gastos. Vou participar do grupo de estudos sobre arte-educação da profª Sumaya. Vou mudar para a área de Licenciatura, em Artes Plásticas, e correr atrás para fazer todas as matérias que já deixei de fazer estando no Bacharelado. Farei poucas matérias com o pessoal da minha sala no CAP, mas vou começar a conversar mais com eles e parar de ignorar as suas chamadas para sair. Provavelmente não farei nenhuma matéria com Mari, Amanda e Duane, mas vamos nos falar todo o tempo possível. Vou fazer estágios supervisionados numa escola pública através de uma disciplina do CAP. Nas matérias práticas, vou começar a desenvolver um trabalho artístico bom e meu, não apenas para tirar nota, mas pela qualidade do trabalho em si. Vou começar a montar um portfólio e começar a pensar no meu TCC. Vou fazer projetos para mandar para editais de concursos. Vou prestar concurso público. Vou mandar currículos para USP, SESC, CCSP, museus e galerias com antecedência, para quando acabar meu estágio desse semestre. Vou freqüentar mais as oficinas e atividades culturais desses locais, como exposições, peças e shows, e aproveitá-las para as Atividades Acadêmico-Científico Culturais do CAP. Vou passar um tempo sozinha e voltar a ser independente e confiante, deixando de inventar problemas em tudo. Viverei de boa, em paz comigo mesma e com o mundo. Vou voltar para a homeopatia e buscar conhecer algum tipo de vida espiritual. Agora só preciso pensar em uma cor e alguns símbolos viajantes para passar o ano novo. Provavelmente o roxo novamente, meu parceiro.

É um ano de REcomeço. Se 2009 foi uma morte e 2010 um renascimento, em 2011 é que vou recomeçar a viver, dessa vez na vida real.



- Postado por: Renata às 00h42
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Se quer saber, deixa estar

E eu digo, cá entre nós, deixa o verão pra mais tarde.

Deixa ser como será! Eu vou sem me preocupar.

Deixa assim como está sereno
Pois é de Deus
Tudo aquilo que não se pode ver
E ao amanhã a gente não diz
E ao coração que teima em bater
avisa que é de se entregar o viver
avisa que é de se entregar o viver
Pois é, até
Onde o destino não previu
Sei mas atrás vou até onde eu consegui
Deixa o amanhã e a gente sorri
Que o coração já quer descansar

E como será?
O vento vai dizer lento o que virá, e se chover demais, a gente vai saber, claro de um trovão, se alguém depois sorrir em paz.
Só de encontrar... Ah!!!

    

Se você vier me perguntar por onde andei
No tempo em que você sonhava
De olhos abertos lhe direi
Amigo, eu me desesperava.

    

Você me falou pr'eu não me preocupar.

Havia mil motivos pra eu não estar naquele show.

Pela janela do quarto
Pela janela do carro
Pela tela, Pela janela
Quem é ela, quem é ela?
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle.

 

Abre essa janela, a primavera quer entrar.

Abre a janela agora, deixa que o sol te veja.



- Postado por: Renata às 13h59
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Eu tô levando tudo de mim
Que é pra não ter razão pra chorar



- Postado por: Renata às 20h15
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sobre caras de interrogação

depois  de fazer um post falando bem de amigos, agora vou fazer um falando mal de pessoas, porque estou com raiva. porque além de detectar simbiose, eu também detecto outro tipo de pessoa: a indetectável. e eu sinto que estou sempre, SEMPRE, caindo nos joguinhos dessas pessoas. caí semana passada e estou caindo nesse exato momento e ela está rindo da minha cara agora. e eu gostaria que ela lesse isso e não gostasse que eu diga isso, mas seria ingenuidade demais, porque sei que ela está adorando se sentir por cima. eu não gosto de ter que ficar decifrando pessoas. porque eu sei que sou ruim nisso, que não vou acertar nunca e que, por outro lado, eu deixo transparecer tudo o que eu não quero transparecer: o medo, a insegurança, a desconfiança, a fraqueza, a queda, a dúvida... minha máscara é fingir que não me importo, mas além de falsa ela é RUIM porque a coisa que mais dá pra ver é que eu me importo e que não gosto dessa insegurança. não saber se se é querido ou não. e esse não é um NÃO BEM GRANDE, desprezado, humilhado, um brincar com as fraquezas da pessoa, com a esperança. é ficar jogando a isca e puxando, puxando, rindo. eu não gosto de me sentir uma palhaça. que riam da minha cara depois de eu bater palmas. já passei por isso uma vez e não estou a fim de passar por isso de novo. tentar prever, reagir, mas QUALQUER COISA que se faça será uma reação ruim, tosca, porque eu estou sendo controlada e a pessoa sabe disso. é frustrante principalmente se você se enganou no seu radar simbionte.

"Deixa ser como será.
Tudo posto em seu lugar.
Então tentar prever serviu pra eu me enganar."

Retrato pra Iaiá, Los Hermanos



- Postado por: Renata às 23h38
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sobre simbiose

em cada época da minha vida eu tenho um simbionte. ou em cada lugar.

eu não consigo viver sem um. um amigo do qual eu não desgrudo. com o qual eu faço tudo. falo de tudo. ou não preciso falar nada, que ele já me entende, e vice-versa. às vezes nem todos os requisitos acima são preenchidos, outras vezes são e muitos mais. mas essa coisa meio alma-gêmea persiste. algumas vezes ela nem fica sabendo. com ela às vezes eu gosto de conversar sobre os outros. sobre relacionamentos. ultimamente eu nem preciso conhecer muito a pessoa pra depositar toda a minha confiança nela. se eu acabo de conhecer e reconheço o perfil de um simbionte nela, já crio toda a expectativa do mundo em cima dessa pessoa. que ela me salve, que sejamos felizes. e, como ela é um ser humano, minhas expectativas são frustradas. mas não por culpa dela, mas minha, que criei uma imagem perfeita da pessoa. então eu recuo. já não simbionto mais tanto. às vezes procuro por outro. quando estamos em um período menos simbionte, eu fico meio besta, meio constrangida. meio desesperada pela resposta da pessoa, agindo bobamente, gerando ainda mais distância, por estar agindo de forma estranha. porque rir é bom, mas rir de tudo é desespero. eu quero que todos vocês, meus simbiontes, saibam que são muito especiais pra mim. que amizade não se divide, se multiplica, por isso não precisam ter ciúmes. e que, por mais falsa seja a minha risada, no fundo é porque eu estou desesperada para não te perder. para não te deixar cair na minha lista inventada de frustrações.

Felipe, Marco, Daiane, Dani, Camila, Ju, Camis, Pin, Moita, Milla, Henry, Mari, Ana, Will...

de alguns eu tenho saudade, por outros eu tenho ânsias... é porque eu não consigo viver sozinha. e eu acho que vocês também precisam de mim. a gente gosta da gente, ou do que já fomos e gostaríamos de voltar a ser. desesperadamente.



- Postado por: Renata às 20h59
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cada vez menos

 

não

preguiça

preguiça de viver, de tomar atitudes, de sair da mediocridade.

curiosidade... não, pior que isso... uma paralisia provocada pelo medo dos outros. sempre, desde sempre.

e eu pensando que um dia vou me curar dessas coisas.

vou nada... preciso conviver com isso.

por outro lado, isso é conformismo demais. mas que faço eu, se não quero fazer nada?

se o incômodo não é suficiente pra me fazer sair do lugar?

só reclamar, reclamar... como agora.

é incrível como eu consigo fazer com que esses discursos virem bola de neve.

reclamar sobre reclamar sobre reclamar...

sei lá... às vezes me dá um desânimo de viver.

uma superestima do passado, do futuro, das pessoas... de tudo o que não é o eu aqui agora;

uma corrente forte que me puxa pra cada vez mais longe, vontade de fugir, de parar no tempo.

não se preocupem, também não tenho coragem pra fazer nada trágico.

mas QUE PORRA

eu não sou artista.

não sou.

eu sou.

não sei.

que merda de post, merda de rena, que coisa que não leva a nada...

é só esse tipo de coisa que me faz vir aqui escrever. só reclames.

hoje eu acordei com o amor fora do lugar.



- Postado por: Renata às 01h25
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