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EU |
NOME: Valkiria
JOGADOR:
Renata
CRONICA:
Ladainhas da Lagarta Viajante
NATUREZA:
eu
COMPORTAMENTO:
indefinido
CLA:
o meu
GERACAO:
1991
REFUGIO:
sobrado paulistano
CONCEITO:
universitária geminiana
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Historico |
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VIAJANDO |
Hoje eu estou com vontade de escrever sobre aquelas coisas que a gente não gosta de publicar no blog e que a gente escrevia no diário antes da Internet existir em nosso universo. Aliás, há muito tempo eu queria escrever sobre isso, mas não vou escrever, porque é um blog e não um diário.
Acho até que ando perdendo a habilidade de escrever em um caderno, desde que comecei em
Então, o que eu não consigo desabafar com Amigas de férias, eu continuo guardando para mim mesma, porque já não tenho mais tanta confiança para pegar um lápis e sair escrevendo. Mesmo porque o pensamento é mais rápido que as mãos, o que deixa o texto um tanto quanto confuso. Sem contar que parece que na cabeça da gente, como nos sonhos, se fazem mais associações e existem mais dimensões de tempo e espaço do que a linguagem é capaz de descrever.
Pronto, não vou dizer o que vim dizer. Não, porque nem sempre a gente tem saco pra escrever em código.
Eu fico puta porque as Rosas já não querem mais o mesmo que eu. Sim, são boas, afetuosas, mas eu queria ir ao sítio do vô.
Há alguns meses meu irmão e sua namorada adotaram na Tok & Stok o mais novo membro da família: Emílio Pato Gonçalves Yoshi.
Eu amo meu sobrinho! ^^
Faz cinco eu não ia num churrasco como aquele.
Faz dez eu não dormia naquele lugar.
Faz dezessete eu não conversava com aquele moleque.
Faz meses que eu converso com meu amigo sempre, ainda que faça outros tantos meses que eu já não vou mais tanto à sua casa.
Entre tantos outros números, ontem foi um dia foda. Em que eu cheguei quieta como sempre, mas foi uma das vezes que eu mais me orgulhei de mim mesma. Uma das primeiras vezes que eu digo a minha opinião pra gente que normalmente eu chego quieta. E eu deixo tais pessoas quietas.
E eu nem tava pensando nisso antes; foi só o cara chegar todo arrependido por ter zoado a mina que foi eu ter imposto algum respeito pelo menos uma vez naquele lugar. E, então, é que aquele moleque percebeu que a conversa servia pra ele também, logo depois de ter me zoado. E ao menos uma vez eu fui levada a sério. Sem precisar da tela azulada do MSN. Como eu odeio esses meninos machistas que julgam os outros e que acham que têm o direito de humilhar alguém, quando nem nada a ver com a história têm. Se fizer isso ou aquilo, problema de quem fez, foi uma escolha. Se for certo ou errado, não é você quem vai julgar. Se for errado, não é você quem vai castigar. Não é você quem tem o direito de maltratar. Não é o outro - muitas vezes que você mal conhece - que é obrigado a se acostumar só porque seu amigo mais próximo se acostumou. Não é o outro quem deve agüentar a sua pretensão inconseqüente. E, ainda assim, vai continuar zoando? Pede desculpas, mas continua depois? Então você já não merece mais um pingo do respeito da tal pessoa.
Legal, hein, meu!
Tô mó feliz. =]
Férias legais, bem legais. Não posso me queixar. Ao passo que também não posso dizer que tudo é perfeito. E quem disse que eu queria que fosse? Perfeitamente imperfeito. Assim que é bom. Sem aquela mulher chata do Fantástico vim dar suas regrinhas de boa conduta. Odeio, odeio, odeio. Adoro meus amigos. Adoro minha família. ADORO MINHA VIDA!
Estive pensando... considerando a família mais próxima... nunca ninguém foi violentado; nunca ninguém foi sequestrado, baleado nem nada do gênero; nunca ninguém teve doença grave; nunca ninguém passou necessidade; nunca ninguém que eu conheci da família morreu; não tem nenhuma desavença muito grande na família; nunca ninguém fugiu de casa, se prostituiu, se viciou a ponto de perder tudo; ninguém é órfão; ninguém tem deficiência; ninguém é irrecuperavelmente desempregado; todo mundo teve acesso a boa educação e saúde e transporte e moradia e segurança; ninguém teve depressão amorosa. E a lista vai longe. Me diz, vou reclamar do quê? A gente é mais do que feliz, a gente é QUICOFELIZ! ^___^
Claro que a gente sempre passa por aquelas fases emas "ninguém me ama, ninguém me quer", de forma que eu vou ser sempre a caçula-que-nunca-vai-levar-namorado-pro-sítio-do-vô-enquanto-todos-os-primos-levam, mas tranquilo, tranquilo, a gente supera isso.
Em seu lugar - CRASH - no limite, memórias de uma gueixa emma dançando no escuro protegida por um anjo monk contra todos anjos do sol: lendas da paixão.
Oliver Twist
Elis Regina entra na sala.
Elis Regina diz:
-Não quero lhe falar meu grande amor.
BOOM!
-Então não fala, porra!
- Oi.
- Oi.
- Seu filho era muito legal, sabia?
- É, eu sabia.
- Ele deve estar muito feliz agora.
- Eu espero.
- Por que está chorando?
- Porque estou triste.
- Por que está triste?
- Porque ele se foi.
- Mas ele deve estar muito feliz agora.
- É, deve estar.
- Então por que está triste?
- Porque eu me sinto culpada.
- Por quê?
- Porque eu deixei ele ir brincar na lagoa sozinho.
- Mas ele não ficou feliz quando você deixou ele ir brincar?
- Ficou.
- Então qual o problema?
- Foi por isso que ele se foi.
- Mas ele está feliz agora, né?
- Está.
- E estava feliz quando estava brincando, né?
- Estava.
- Eu não entendo os adultos. Ficam tristes sem nenhum motivo.
- Eu também não.
- Porque você não fica feliz também?
- É verdade. Porque não?
- Huhuhuhuh...
- Huhuh... Venha, me dê um abraço. Você é um anjo, criança. Um anjo.
Frustrada, mas sei que a culpa não foi de ninguém e sim da situação em si.
Eu esqueço que quando as pessoas me perguntam se está tudo bem é pra responder SIM ou NÃO e o PORQUÊ.
As amebas se reuniram em assembléia no picadeiro. Iam discutir algum assunto tolo qualquer, mas não podiam. Eram todas iguais em essência e código genético, não haviam opiniões divergentes. Se havia uma verdade absoluta, ela vinha de alguma nobre força externa e desconhecida, da qual, naturalmente, deveriam ter medo - isso sim era algo a ser discutido. Mas ninguém abriu a boca, se é que havia uma. O circo estava armado.
Quando ninguém abriu a boca, todas o olharam desconcertadas, por não saberem o que fazer. Ninguém sabia. Ninguém passou a distribuir biscoitos - atitude normal para um adestrador. "Mas aqueles eram biscoitos diferentes", diziam as verdades ocultas, ou, popularmente, as más línguas.
Então cada ameba assumiu uma identidade. E elas discutiram. E guerrearam, manchando de citoplasma as suas máscaras de chocolate. Ao final, sobrou apenas uma, pronta para uma disputa de poderes com ninguém. Mas uma força maior a atingiu naquele momento: uma disenteria. Correu ao toalete e voltou apática. Havia cortado o mal pela raiz. Ninguém fez nada e nada ocorreu.
Então o circo faliu.
Homenagem a Alguma Amiga minha, Ka-Tet.
Amo! ;*
Amigas astrônomas arrumando namorados umas pras outras, Renatas gostando do que adquiriu até o momento, torcendo para que os outros pretendentes sejam esquecidos.
Renatas começando a se realizar através de uma fonte muy inesperada, caindo do cavalo no processo anti-caldo. Malditos não-burocratas.
Semestres acabando muy tranquilamente, felizmente mais tranqüilos do que eu imaginei: trabalhos de DG prontos, meio ponto sobrando em física, dois pontos precisando em química, mas nenhuma rec. Semana que vem ainda não desplugada de escola nenhuma, apenas um filme na quinta burocraticamente plugado ainda.
Pessoas indo embora do KK, despedida deles com um toque de nervosismo por causa de problemas no TCC... mas ainda assim, um Trabalho muito foda, sem motivos de preocupações maiores. Toque. Mas ainda assim, um que fica TÃO bonitinho nervoso.
E olha para terça, no chão da pista: "tem que deixar as coisas acontecerem". E pensa nas rosas. E pensa em um mês de férias assim, na surdina, e em um próximo semestre com apenas meia presença diária. E pensa que há tempos aquela relação anterior se foi; há até gente próxima que não consegue nos ver separados. Que eu me vejo no nervosismo dele. Que eu quero refazenda. Que não perdi a chance na pista não, foi um dia desespero, talvez um avanço apenas estragasse tudo. Estava bom como foi. Apenas mãos dadas, apenas UM DIA TODO junto.
E vê o namorado da sala com um sorrisinho, não quer desmanchar o gato moderno que escuta mp3, mas a razão passa por cima da emoção - preciso usar a borracha agora. Sabe que é só uma brincadeira, apesar dos estudos de desenho.
Está feliz com o que tem. Muito feliz já faz muito tempo. Não acredita que seja por causa dos anti-H3PO4, não acredita em Prosac. Hesita em escrever no blog - geralmente é ele quem destrói tudo. Mas as férias estão aí pra quebrar a rotina, que já andava um tanto quanto quebrada mesmo.
"Os dias que eu me vejo só
são dias que eu me encontro mais
e mesmo assim eu sei também:
existe alguém pra me libertar."