
|
EU |
NOME: Valkiria
JOGADOR:
Renata
CRONICA:
Ladainhas da Lagarta Viajante
NATUREZA:
eu
COMPORTAMENTO:
indefinido
CLA:
o meu
GERACAO:
1991
REFUGIO:
sobrado paulistano
CONCEITO:
universitária geminiana
|
Historico |
- 01/11/2009 a 30/11/2009
- 01/10/2009 a 31/10/2009
- 01/09/2009 a 30/09/2009
- 01/08/2009 a 31/08/2009
- 01/07/2009 a 31/07/2009
- 01/06/2009 a 30/06/2009
- 01/05/2009 a 31/05/2009
- 01/04/2009 a 30/04/2009
- 01/03/2009 a 31/03/2009
- 01/02/2009 a 28/02/2009
- 01/01/2009 a 31/01/2009
- 01/12/2008 a 31/12/2008
- 01/11/2008 a 30/11/2008
- 01/10/2008 a 31/10/2008
- 01/09/2008 a 30/09/2008
- 01/08/2008 a 31/08/2008
- 01/07/2008 a 31/07/2008
- 01/06/2008 a 30/06/2008
- 01/05/2008 a 31/05/2008
- 01/04/2008 a 30/04/2008
- 01/03/2008 a 31/03/2008
- 01/02/2008 a 29/02/2008
- 01/01/2008 a 31/01/2008
- 01/12/2007 a 31/12/2007
- 01/11/2007 a 30/11/2007
- 01/10/2007 a 31/10/2007
- 01/09/2007 a 30/09/2007
- 01/08/2007 a 31/08/2007
- 01/07/2007 a 31/07/2007
- 01/06/2007 a 30/06/2007
- 01/05/2007 a 31/05/2007
- 01/04/2007 a 30/04/2007
- 01/03/2007 a 31/03/2007
- 01/02/2007 a 28/02/2007
- 01/01/2007 a 31/01/2007
- 01/12/2006 a 31/12/2006
- 01/11/2006 a 30/11/2006
- 01/10/2006 a 31/10/2006
- 01/09/2006 a 30/09/2006
- 01/08/2006 a 31/08/2006
- 01/07/2006 a 31/07/2006
- 01/06/2006 a 30/06/2006
- 01/05/2006 a 31/05/2006
- 01/03/2006 a 31/03/2006
- 01/02/2006 a 28/02/2006
- 01/01/2006 a 31/01/2006
- 01/12/2005 a 31/12/2005
- 01/11/2005 a 30/11/2005
- 01/10/2005 a 31/10/2005
- 01/09/2005 a 30/09/2005
- 01/08/2005 a 31/08/2005
- 01/05/2005 a 31/05/2005
- 01/04/2005 a 30/04/2005
- 01/02/2005 a 28/02/2005
- 01/01/2005 a 31/01/2005
- 01/12/2004 a 31/12/2004
- 01/11/2004 a 30/11/2004
- 01/10/2004 a 31/10/2004
- 01/09/2004 a 30/09/2004
- 01/08/2004 a 31/08/2004
- 01/07/2004 a 31/07/2004
|
Amigos |
- Bel
- Pri
- MQS
- baMOSH
- Barraco do Juju
- Belin Uramanji
- Camila Mickers
- Chinchila
- Gabã do Campo
- Humor d'Azul
- KK Nerveland
- Liliane Prata
- Milla Babá
- The Meg One
- O Pascholatti
- Portrait
- Menina Sue
- Sir Will Vários
- Blue Writers
- Imagens
|
Votação |
- Dê uma nota para meu blog
Indique esse Blog
|
Contador |

|
Template By |
Copyright 2005
Todos os direitos Reservados!
|
VIAJANDO |
"Eu te desejo muitos amigos, mas que em um você possa confiar".
Alguma, que seja ao mesmo tempo filha e seu Destino, Ka-tet, aquela que tem rádios, ou Superego como diriam alguns sonhos passados com uvas. Falando nelas, ocasionaram nossa primeira briga, com direito a Bobs Esponjas voando por cima de cabeças servidas em pratos de salada. Depois, não sei se houveram outras, acho - espero - que não. Sei que me sinto em déficit Toddysta ultimamente, sei que já disse isso algumas vezes e ela sempre dizia "tudo bem". Mas enquanto eu não paro com essa frescura, parece que aquela coisa de "não, porque nem sempre tem uma" vai sendo posta em prática. Mas a gente não quer deixar: desenha, dá flores, abraços.
Camis. A diferença entre Milla e Camila é pura questão de Ka. O "Ca" representa a Amiga. O "L" representa a ex-esposa. Amiga é tão afetivo e tão cúmplice. Ex-esposa é tão piada feliz. Não quero deixar Pereira Verdinha da Mata que faz fotossíntese (ídola) sem seu caráter piador interno (aliás, precisamos descobrir quem afinal era o Brayam-clone). Pois és um sonho de amiga, aquela da minha imaginação pré-federal. Com muitos Femufes. O sítio que eu te devo. O fim-de-semana que eu te devo. A visita em minha casa que aconteceu só uma vez e por ocasião de aniversário. A visita à sua casa algumas vezes mais, mas também ocasionais - não que o técnico colabore muito com as casuais.
Uma mini-berinjela de presente.
"E é tão gostoso ter os pés no chão e ver que o melhor da vida vai começar" - especialmente se ele estiver coberto de flores roxas e pisado por um tênis preto de cadarços de sangue.
Gateau (gatinha verão Itanhaém 2007)
Atchu (Amiga)
TE
Amo
Uhuhuh...
Eis que eu chego sem querer à conclusão mais geminiana da minha vida: eu não tenho noção de continuidade - disse a volúvel.
No que se refere a ela, todos aqueles "tudo bem"s se referem a um tempo contínuo da mais pura Amizade. Mas basta um dia longe para eu pensar que arruinei tudo.
No que se refere a ele, bom, disse eu aqui uma vez que o melhor do namoro é a segurança e por conseqüencia a estabilidade. Mas parece que eu não me aproveito dessa vantagem, porque quando estou longe tenho saudades, quero estar o tempo todo junto por medo de perder em breve - uma solução bem concentrada, eu diria; e quando estou perto penso que concentrar demais a solução pode fazê-la acabar rápido, e dessa vez quero diluí-la bastante. Eis que busco sua presença quando ausente e demonstro menos do que sinto quando presente. Sempre tentando equilibar o karma, mas do jeito mais torto possível. Baixa temperatura de ebulição e alta pressão de vapor.
Prolixando: começa o dia, torço para vê-lo logo. Vejo; se eu concentrar muito agora, a perda depois pode ser pior. Se vira com os poucos eventos de tempo que me permito dentre um ÓTIMO espaço amostral. Para quê? Para na despedida achar que foi pouco. Ter zaudadez. Esperar com borboletas no estômago até o dia seguinte - já com o prévio auto-aviso de que provavelmente não vai chegar a tempo de pegá-lo no portão.
Olha pros dois passados, pessima os dois futuros, esquece de relaxar no presente conjunto.
Mas ironicamente a esperança no futuro lhe vem de algo que se deve ao passado - que quer nos dar a bênção, por estranho que pareça - e que, de fato, é ruim. Mas denuncia a presença de algo bom.
Paradoxalmente, eu sou muito burocrática. As alianças, as casas e a família provam isso.
Ainda mais paradoxalmente, ao oposto do que eu disse antes, nem sempre a gente abre a porta, abre a porta, rápido. Na verdade eu acho que abri só uma fresta da janela - ou os armários de uma casa pré-fabricada. Porque tenho medo de falar aquela palavra que começa com "a..." - ele já falou várias vezes -, talvez por trauma de quando escancarei demais a minha porta para supostos beija-flores.
Entre fada e bruxa, eu prefiro a última. Mas prefiro princesa a porra-louca, já me provaram isso. E, ah, não sou gótica - não que isso tenha muito a ver com o caso. Eu inclusive acho meu caso muito parecido com aquela que é muito parecida comigo, geneticamente e tudo o mais, minha irmã. A diferença é que o trauma dela foi muito mais provado. "Vi mais eclipses do que gostaria de ter visto" - um só, na verdade, o que é só uma prova de que eu não agüento muita coisa, que basta um mal para me desfazer de toda a noção de continuidade. Para ter sido tão SURPRESAAA e inesperado, que até agora ainda não acredito - como ainda não acredito no eclipse. A diferença é sobre o sinal de cada caso que causa descrença: este é positivo, aquele era negativo - e vai fazer aniversário. Pela quarta vez penso em ir visitá-lo, pela quarta vez não irei por medo de convidar ele, ela e os outros.
Perdão pelo excesso de códigos, mas ainda acho que me expressei melhor do que se tivesse explicado os pormenores. PS: Anteontem fez um ano que um químico japonês me disse que eu precisava de um namorado.
Eu te desejo
Não parar tão cedo
Pois toda idade tem
Prazer e medo...
E com os que erram
Feio e bastante
Que você consiga
Ser tolerante...
Quando você ficar triste
Que seja por um dia
E não o ano inteiro
E que você descubra
Que rir é bom
Mas que rir de tudo
É desespero...
Desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar
Prá recomeçar...
Essa é para mim mesma, mas recomendo para todo o mundo.
Nunca tinha reparado o quanto é bonita.
Puxa, que posts mais chatos. Sabe, até têm idéias legais, mas eu não precisava explicitamente dizer TODOS os meus pensamentos dentro de um ônibus. E todo o resto. Enfim, um pouco de poesia ajudaria bastante *-*
Nossa, nunca bocejei tanto na vida. Até chorei de tanto bocejar. Foi tão legal. Acho que tô mei bêbada de sono. E meu seminário vai se ruma bosta. E eu vou afundar o grupo. E vou fuder com todo mundo. E eles vão me odiar para todo o sempre. E o Gabriel vai ter vergonha de andar comigo. E eu vou ser infeliz e abandonada. E vou chorar e virar emo, sem precisar bocejar para isso. Mas isso eu só digo porque tô mei bêbada e, sabe como é, naquela propaganda dizia-se que a bebida distorce os sentidos.
Ah, lembrei! Do que queria falar. Estou com saudades. Do Barraco. É, do barraco. Do São Judas. Poi-zé. Da rua. Do Rumo. De irmãos em casa. De tanta coisa. Nem é tanto nostalgia. Só queria dar uma voltinha no passado, não pra viver de novo, mas só pra assistir. Matar as saudades. E refrescar a memória. Ando percebendo que ando esquecendo de muita coisa. Às vezes alguém fala algo, ou eu vejo algo, que me lembra que esqueci de tal coisa. E penso: "como eu poderia ter esquecido disso??". Como escovas - duas no mesmo fim de semana. Como rampinhas na casa da vó. Como chocalhos. Tanta coisa. Mas ao mesmo tempo, sei que num futuro próxima vou sentir saudade desse presente. Então, olhando do futuro (x) pro presente, sinto saudades (?!?!) e percebo o quanto gosto do presente. Que por mais que eu reclame, o técnico é muito legal, a federal, tudo. Quando eu estiver trabalhando, quando acabar a escola - nem dá pra imaginar e faltam menos de dois anos -, tudo vai ser muito diferente. E, nesses últimos tempos, as coisas têm mudado tão rapidamente que dá até medo. Quando eu tinha 12 anos, havia passado os último 5 anos praticamente do mesmo jeito até então. Agora, há dois anos atrás, um ano, seis meses, as coisas mudaram tão drasticamente. E eu percebi hoje que tenho MUITOS álbuns de fotos dos meus 11 anos, comparado ao resto da vida. É, isso sem contar a parte das câmeras digitais, claro. Ando tirando tantas fotos, meio que pra não esquecer. É essa minha maior preocupação: não me esquecer de mim mesma. De ter 89 anos e, num último suspiro, perguntar "Pai, sujeirinha voa?"
De um lugar para outro e de um lugar para um, afinal de contas o dia não é feito só de ficar parado no lugar onde se fica todo dia. É feito também de ir e vir ao lugar onde se fica parado todo dia, geralmente pelos mesmos caminhos, mas que na verdade nunca são os mesmos caminhos. Certo, os lugares parados também nunca são os mesmos, bem como um mesmo homem nunca toma dois banhos na vida em um mesmo rio, mas acho que só o fato de ser um caminho, como o rio, já torna as coisas bem diferentes, não?
Sei que quase todo dia pego carona com minha mãe até o ponto de ônibus, terminando de comer meu pão e de fazer mais alguma coisa qualquer [insira aqui alguma coisa qualquer]. A gente pode ou não ligar o rádio. A gente pode ou não conversar. A gente pode ou não perder o ônibus - que é o que geralmente acontece.
Quando eu perco o ônibus, eu não sento do lado da Tati para ficar lendo do lado dela e de vez em quando fingindo que converso. Eu fico torcendo pro 271M vir o mais rápido possível e antes dos 271A ou, por um milagre dos deuses, aparecer outro 271C.
Então eu pego e sento perto da porta dos fundos ou pego e encosto na porta da esquerda perto da porta dos fundos.
Abro um livro - já terminei os que eu poderia citar até então, mas agora vou começar O Pequeno Príncipe - e leio loucamente aquilo que eu prometi a mim mesma parar de ler, para não acabar com a minha retina. Mas se não houver nenhum livro na mala, ligo o mp3. Está no Matanza? Certo, vamos aproveitar e voltar ao começo das 8 músicas do Los Hermanos, já que está pertinho assim - e, ah, acabo passando o caminho inteiro ouvindo só eles mesmo. Mas, espera, e se o mp3 estiver sem pilha? Aí é que eu fico mais feliz ainda! Porque eu não tenho desculpa para parar de olhar o caminho. Certo, eu tento me distrair vendo se o ônibus certo não está andando atrás de nós, há uns 50 metros de distância - e sempre me frustro -, tomando sempre o cuidado de não fazer as pessoas acharem que estou olhando para elas quando viro a cabeça para trás, e virando-a bastante para elas perceberem que por mais que eu gire, meus olhos estão fixados em algum ponto que não os seus olhos. Então eu observo se alguém precisa de ajuda para carregar alguma coisa - e na verdade torço para não ter ninguém, para eu não precisar me auto-obrigar a fazer minha boa ação do dia logo de manhã. Falando em obrigações, como estou de tarefas? É bom fazer um pré-plano para o dia: com o que vou me preocupar hoje? Nada em projeto, nem sociologia... Vou estudar história na aula de astronomia e escrever o relatório de história da arte na aula da Vera.
Então eu esgoto minhas fontes de distração e, pronto, agora sim posso começar a me distrair. A observar o caminho. As pessoas. A pensar. A pensar em mim. A filosofar sobre minha vida e o que me cerca, mas não sobre aquelas coisas que meus amigos sempre se metem em debates intelectuais, porque que opinião que eu tenho pra pensar em alguma coisa racional? Eu gosto é do sentimental. A pensar nele - claro que ele já havia me ocorrido antes, mas agora eu parei para que ele me ocorresse. A deixar as borboletas dançarem no estômago.
Ah, ufa, chegando em Santana finalmente!
Tento ser uma das primeiras a sair, pra conseguir atravessar o terminal rápido, a Cruzeiro do Sul rápido, pegar todos os faróis para pedestres abertos, atravessar fora da faixa só para não perder os faróis para pedestres abertos.
Torço para a lotação pro Tietê estar por ali, que é mais prática pra se descer, talvez logo em frente à Federal, principalmente se a Milla estiver por ali com a cara e a coragem para pedir ao motorista. Recebo um cutucão, não um "oi, gatinha", mas cavalo dado não se olha os dentes: "oi, Milla".
Falar sobre mães desesperadas que acordam filhas que não gostariam de ter perdido o ônibus, mas pelo que dá pra perceber, perderam. Torcendo para o portão não ter aberto. As borboletas ficam tão fortes que dão uma leve dor de barriga. Bem leve. Não, não tem ninguém ali. Droga.
É, descemos quase em frente ao portão - vazio.
Andamos por todo um bosque, sem mãos dadas, mas com o dia todo pela frente.
Mas agora já não estamos mais na rua, então o resto você, caro leitor desocupado, vai ter que imaginar.
Mas 13h30min não tarda a chegar e lá estou eu indo sozinha para o Brás, quando não encontro nenhuma Dinha nem ninguém do gênero para ficar inventando assunto até chegar no KK.
Apenas tento o mp3 e se realmente ele estava sem pilha, me distraio com a passagem dos quarteirões e com o meu desempenho em ignorar os vendedores que falam "oi, Federal" quando passo com minha camiseta por eles. É impressionante como são todos previsíveis, mas como toda vez eu tenho que ensaiar minha atuação, não de "sou metida de propósito", mas de "nem sequer percebi que você existia, benhê". Mas o mais legal mesmo é ir andando e observando os "points" do caminho passando: já virei a 1ª, a 2ª e a 3ª esquina; já passei por onde deveria ter um bebedor e por aquela loja onde compramos um presente de aniversário; já não comprei nada na Fruto da Arte e essa já deve ser a terceira construção do caminho. E, ah, começo a me distrair com os assuntos que puxo comigo mesma, como num sonho, começo a cantar uma das únicas músicas do Chico Buarque que conheço. Lembra do vídeo que pensou em fazer usando aqueles dois prédios laranjas. Olha só, já chegamos ao ponto de ônibus e ao Prato Feito. Certo, hora de testar a paciência, agora começou a parte dos camelôs. Era essa a tal loja de jeans?
Uau, o KK!
Chega a noite, vamos os quatro à esquina do Prato Feito, me despeço e torço pra pegar o Jardim Brasil, onde poderia encontrar Alguma Amiga - apesar disso só ter acontecido na vez em que saí um pouco mais cedo.
Agora preciso passar para trás, porque onde eu desço todo mundo desce mesmo, não quero ficar aqui atrapalhando e sendo atrapalhada por todos os passageiros. Deixa eu fingir que estou bem desajeitada aqui, pra ver se alguém se oferece a carregar minha mochila. Yeah, deu certo! Olha só, a Federal! Tomara que entre alguém legal e ah... não tem ninguém conhecido no ponto. Mesmo se tivesse, eles não pegam esse ônibus. Cruzeiro do Sul, caminho. Eba, lugar pra sentar! Obrigada, moça. Tiro-lero-liro-lá. Olha o caminho lá. Pensa.
Chego, desço torcendo pra ela pelo menos dessa vez esperar antes de sair correndo para casa. Pra quê comprar churros? Já já estamos chegando em casa, você já vai ser satisfeito, estômago - por onde voam borboletas algumas vezes ao dia.
É, eu poderia voltar o caminho todo conversando, mas parece que ela fugiu como sempre. Então posso refazer quase todo o processo de hoje de manhã.
E descer na Praça.
E atravessar a Praça, e torcer pros testemunhos de Jeová não me pararem no meio do caminho - apesar disso ser legal também, vá. Rua dificil de atravessar. Caras estranhos na calada da noite. Tomara que meu pai esteja em alguma padaria, para me dar 2 minutos de carona até em casa e, claro, para vê-lo também, dã. É, não foi dessa vez. Porque será que quando eu chego na minha rua, me sinto mais segura, por mais que ela seja a mais escura do caminho? "Olá, vizinhos aleatórios, vejam como eu cresci e volto de noite todo dia". Ninguém pode me ver parando em frente à porta, já tenho que estar com a chave em mãos, para não correr o risco de ser assaltada.
- Miau - disse a gata.
- Miau - disse a Renata.
Pode ser chato ou legal, quarta-feira é paradoxal. Em 1/3 delas, eu me sinto completamente insuportável - principalmente pra mim mesma. Mas don't worry, baby, essas ladainhas da lagarta viajante ocorrem ciclicamente. And, baby, você tem sido a alegria que me dá vontade de viver esse tal dia de uma forma não-chata, como teoricamente era para ser - não só esse tal dia, difá.
Ah, não que eu tenha comentado ou deixado transparecer algo, pois provavelmente nos momentos em que essa comunicação poderia ter acontecido, não, eu não estava irritada com qualquer coisinha, como faróis altos de carros à noite ou quase perder o ponto de ônibus.
Por você.
Oi, tudo bem? :D
Só pra variar, resolvi me preocupar um pouquinho - mas só um pouquinho.
Reflexos das provas que vêm.
Burocraticamente falando, o melhor do namoro (além do namoro em si) é a estabilidade e o melhor da estabilidade é a segurança. Pois sem isso, a gente fica meio perdida, se faz isso ou aquilo, se é muito grudado, se é muito distante, se ele vai querer te abandonar ou se você vai querer abandoná-lo. Mas quando se sabe - como Exagelado e doismilium - que é seguro, que é simples assim e bonito assim continuaráponto, é tão bom. Pois sem isso, não se apresentaria família, não se daria aliança, não se levaria ao sítio...
Eis que o PT decepciona a muita gente, mas os petistas não vão ser tão radicais a ponto de votar no PSDB. PSTU, PCO...? É, também não estamos tão desesperados assim. PTB, outros assim, que só sabem puxar o saco dos partidos "maiores"? As opções não andam muito boas. Também não adianta muito ir atrás daqueles que divinizam Brizolas e pessoas do gênero, muito menos cair nessa de confiar em Maluf, ou mesmo em Clodovil ou Frank Aguiar. O PRONA parece bizarro, e totalmente sem sentido com a morte do Enéas. O PV parece tão bonito, mas ao mesmo tempo tão fraquinho politicamente. Se todo mundo não estivesse tão preocupado com Lula X Serra ou os comunistas esperançados na terceira opção Heloísa Helena, talvez parassem para olhar melhor pr'aquele senhor que prometia frisar a educação - aquela que parece ser a solução desde a sua quarta série, nas aulas de geografia - e que parecia o profº Sérgio. É certo que nunca ouvi falar nele e pode ser igual a todos os outros, mas quem sabe? Por via das dúvidas, até que o PT não parece mais tão decepcionante assim.
Apenas uma síntese de tudo aquilo que já ouvi falar tantas vezes. A propósito, pensei nisso ao conversar com a professora no ônibus.
Entrar no MSN, combinar com o Ju sobre o cartaz, rafear o cartaz no Corel, vetorizar o logo, pôr tudo no mp3, dormir tarde.
Acordar cedo, não tomar café, pegar ônibus.
Chegar atrasada, Gabriel, dormir, aula de matemática, Gabriel, dormir, aula de filosofia, reúne o grupo de trabalho, Gabriel, descer no intervalo, pôr marmita pra esquentar, voltar, dormir, Gabriel e Camila e grupo apresentam Maquiavel, dormir, cabular a aula de inglês.
Dormir no colo do Gabriel, procurar professor de inglês pra assinar o requerimento, encontrar a secretaria fechada, encontrar o professor de inglês pra perguntar as notas, não conseguir, pegar marmita, almoçar, escovar os dentes com duas Amigas, voltar, dormir no colo do Gabriel jogando truco, ganhar um presente conjunto do Gabriel - a ser usados pelos dois todos os dias e por bastante tempo - que ele passou a manhã inteira esperando pra dar, ameaçar ir pro Shopping e não ir, despedir, dormir, apontar o dedo pra cara do Rebz jogando truco e dizer "você tá atrasado", dormir, juntar-se à ex-104, despedir-se da ex-104.
Ir pro Brás.
Juntar-se ao 2 DG A, dormir na mesa, Piñata chega atrasada à aula do Lua, continuar trabalho de acrílica do Lua, mostrar rafes do cartaz pro Ju na sala de informática, combinar mudanças no cartaz, cabular a aula da Fátima sem entregar os logos vetorizados não-imprimidos.
Ir andando pra Federal porque tá trânsito, pegar ônibus na frente da Federal e mesmo assim pegar trânsito.
Chegar em casa no mesmo horário que chegaria se tivesse entregado os logos vetorizados não-imprimidos e se não tivesse trânsito, tomar banho, se trocar, se maquiar, passar fome, despedir-se da Edite.
Pegar ônibus pro Tatuapé, conversar com uma desconhecida professora de portugês e inglês do Heróis da FEB.
Por você pegar metrô no Tatuapé pro lado Corinthians-Itaquera.
Encontrar com você, você está mais bonito ainda que o de costume.
Encontrar e conhecer sogro ao chegar no carro, ouvir YES (!) no carro com Gabriel e sogro.
Chegar na casa dos dois, rever a sogra e a cunhada, jantar, ver a cunhada por mais tempo enquanto assiste clip do Fall Out Boy, ver Tom e Jerry com Gabriel enquanto sogro e cunhada estão no computador achando tudo trash demais, imitar o Patinho Feio.
Pegar carona até o Divino Pecado com os sogros que também iam sair.
Encontrar com nerds astrônomos e Lau na entrada da festa, entrar na festa, encontrar Caio e organizadores - Carioca e Júlia - e outros na festa, subir aos céus e sentar à direita do Gabriel, olhar para a rua de dentro do Psy Club com faixa escrito Open Bar Club, achar o lugar pequeno, encontrar pessoa que parece me odiar, Gabriel dizer que ele não me odeia, não acreditar, conhecer os outros ambientes do lugar, achar o lugar enorme, esboçar uma dança, sentar ao ar livre, sentar e ficar, conversar, encontrar Raphael e Lucas, continuar sentados e ficar, dar um passeio e se arrepender porque o lugar é realmente pequeno pra tanta gente, subir aos céus novamente, mas dessa vez não dá pra ver a rua porque a vista está toda ocupada, sentar, voltar, dançar pouco, suar muito, passar da meia noite.
Mas vou continuar contando o comecinho da madrugada: voltar pra sentar, o banco ainda está disponível e guardado pelo Caio e a amiga roqueirinha com tudo pra ser sambista da Julia, sentar, ficar, conversar, dizer pro Lucas que ele pode ter uma folga, ver o pessoal de DG, ouvir a música "eu perguntava do you wanna dance / e te abraçava do you wanna dance / lembrar você / um sonho a mais não faz mal", a esta altura já estar nos braços do Gabriel, sentar, ficar, conversar, sair pra dançar, suar, voltar, perder o banco, ir pro outro lado do ambiente, sentar na janela, ficar, ficar com sono, Gabriel liga pros pais, esperar, ficar, não ficar e levantar-se, juntar-se a astrônomos e ex-jogadores de xadrez, conversar, ficar de pé, Gabriel recebe ligação dos pais, despedir, atravessar o Psy Club inteiro, sair.
Encontrar com sogros no carro, bocejar e fazer a sogra bocejar, receber uma lavada do sogro no quesito "estar inteirão", dormir no carro, ganhar carona até em casa.
Estar sem chave, tocar a campainha, Edite vem abrir a porta, despedir-se.
Entrar, trocar, dormir.
Na verdade, desde a última quarta, aquele dia especial.
E sim, isso também é um registro histórico, como aqueles que ocorrem às vezes no blog de Algumas Amigas.
quarta = 29/08/07