EU


NOME: Valkiria

JOGADOR:
Renata

CRONICA:
Ladainhas da Lagarta Viajante

NATUREZA:
eu

COMPORTAMENTO:
indefinido

CLA:
o meu

GERACAO:
1991

REFUGIO:
sobrado paulistano

CONCEITO:
universitária geminiana



Historico

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VIAJANDO



O VENTO
Los Hermanos


O vento vai dizer
lento o que virá,
E se chover
demais,
A gente
vai saber,
Claro de
um trovão,
Se alguém depois
sorrir em paz.

Só de encontrar... ah!



Gonçalves

Mãe, pai, Bel, André, Marquinhos, Iris, Pri, Roberto, Rê (eu), Gabriel (ele), Edite, Camila, Lucas.
Tia Terezinha, tio Luís, Rafa, Guga, Flora.
Tia Fernanda, tio Nelson, Fábio, Tamara, Helô, Leo.
Jade, Laraah, Tabattah, Peixe, Bridget, Camila, Pitty.
Vó Joaquina, vô Adelino, Soledade.

Próxima parada: aniversário de 79 anos do vô Adelino no sítio. Carros das tias, da mãe, do pai e do André.

"Família! Família!
Papai, mamãe, titia
Família! Família!
Almoça junto todo dia
Nunca perde essa mania..."



- Postado por: Renata às 15h56
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Puff...

Trabalhos de DG estão enchendo o saco. Eu não sei fazê-los e eles caem aos montes. Os professores não ensinam e a gente tem que se virar. Eu sou péssima em Corel, Photoshop e todos esses programas. E tô de mal-humor e são duas da manhã no horário de verão. Eu gosto do horário de verão desde que eu tinha uns dez anos e ficava na rua até a hora em que o sol permitisse. Na verdade, passei mesmo a ficar até onze da noite brincando de esconde-esconde, mas agora já não dá mais pra fazer isso. E, mesmo se pudesse, faz dois anos que eu não fico mais na rua direito. Mas essa semana eu andei de bicicleta. Fiquei na calçada, visitei vizinhos. Nostálgico. Isso porque nem faz tanto tempo assim.

Amanhã, acordar cedo pra fazer trabalho. Semana estranha essa. Semana que vem se inicia com uma notícia boa e uma ruim. Mas considerando que a ruim este bimestre até que está boa e que a boa SUPERA a ruim de qualquer forma, então está ótimo. Semana que vem continua com meus ônibus que fingem que estudam e minhas caminhadas viajadas em ruas correntes, sem acompanhamento de pares de pés e nem de lugares parados contadores de histórias.

PS: obcessão não era algo bom XD



- Postado por: Renata às 00h13
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Não quero nem saber de acusação de obcessão

Certa vez me fizeram crer que sou obcessiva. Hoje encontrei a pessoa que me fez crer isso e o sentimento não foi nada parecido com o que tenho em relação ao do meu irmão - o de querer reatar laços. Mas eu não me faço crer: finjo que está tudo bem. Porque na verdade, tudo o que quero transmitir é: nada. Você não me marcou. Positivamente? É claro que não. Negativamente menos ainda. Essa minha preocupação, se percebida, bota tudo a perder. Pois a verdade é que marcou sim: agora eu sei tudo o que eu NÃO quero novamente. Muito obrigada.

Mas, apesar disso, ainda há as heranças negativas. O medo da obcessão. A distância. Mas tem como não se derreter com um menino como esse? Que tem a voz mais deleitadora do mundo, sussurrando nos meus ouvidos músicas daqueles que já se fazem reconhecer só pelo seu tom? Que me faz ter pontadas na barriga na vã esperança de chegar cedo ao portão só para desfrutar de um bosque de mãos dadas com o dia inteiro pela frente? Que tem o sorriso-trapézio e os olhos ciliados - mais visíveis sem os óculos, embora esses dêem um toque inteligente essencial - mais lindos DO MUNDOOO? E um cabelo que, comprido ou curto, penteado ou avoado, seco ou molhado, é o mais gostoso de todos? Que se preocupa com o próprio silêncio quando você é que se sente chata demais? Que revoluciona uma vida que mal esperava ser tão abençoada? Que poderia muito bem receber mais e mais elogios, para no final ainda ter a coragem de dizer que são meus olhos?

Olha, se isso não fosse suficiente para abrir a porta, abrir a porta, rápido, então já não haveria mais nada a que esperar. Eu, particularmente, acho que esse sofá tá bom demais. Deixa o Verão pra mais tarde! Uuh...

Às vezes sério, às vezes leve, mas sempre maravilhoso. É assim o nosso amor.



- Postado por: Renata às 23h34
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Não convém.

Olá. Eu sou medrosa. E tenho os medos mais estúpidos possíveis.
Tenho medo de ajudar a professora com o controle remoto. De estar na mesma roda que tal pessoa. De ligar o ventilador para a sala. De apagar a lousa para a a professora. De gritar "weee" enquanto descem correndo o caracol, com medo dela não estar tão no pique repentino que você tentou puxar. De levar a desconhecida decentemente até um bebedouro. Ou de levar a bixete decentemente à fila de inscrição. De perguntar como se vai ao Senai. De perguntar se o ônibus passa na Vila Matilde. De perguntar se este ponto é o último da rua. De tirar uma blusa. De cumprimentar a flagrante da qual eu já tinha medo. De levantar do banco que eu sei que sujei. De gritar qualquer coisa pro Chico Cézar. De ir lá na frente. De fazer uma prova rápido demais. De passar um dia sabendo que tem coisas a fazer, sem planejar-se cronologicamete. De cantar Mama África na rua com a minha mama brasil. De dar um abraço no meu irmão brasil.
Medos muitos dos quais eu poderia passar sem. É perfeitamente natural que eu, por estar mais próxima da TV, ajude a professora - aplicável em outras situações também. Mas, veja só, porque EU alterar a ordem natural das coisas? Porque EU dar o recado pra sala quando se tem 40 pessoas que podem fazer isso? Isto não está nos meus planos cronológicos para este dia e uma hora alguém tem de fazer isso - porque eu? Não é preguiça. É medo. O mais bobo medo. O mais estúpido. E, convenhamos, milhares de medinhos pequenos ao longo do dia enchem o saco. Dá vontade de mudar. Mas mudar dá medo. Por que eu acertaria? Sabe aquela coisa mágica dos filmes sobre um babaquinha que de uma hora para a outra resolve soltar a franga numa festa e pega no microfone, dá um show e surpreende principalmente a si mesmo? Não existe na vida real. Deve ser por isso que eu definitivamente não sou a pessoa mais ativa nas poucas manifestações em que me atrevi a ir, nem tenho 10% da opinião e conhecimento político/literário/músico etc que gostaria de ter. E quando imagino que determinada pessoa que tenho medo esteja lendo isso, penso que ela deve me achar muito idiota. É, projeção, pode ser. Mesmo porque, essa pessoa nunca pararia pra ler o MEU blog. Pra quê?
Realmente, ser uma pessoa completamente passiva no Ensino Fundamental não é nada incentivador para o Ensino Médio. Ser chamada de idiota ou de retardada por cada ação tomada, com cautela para não ser chamada de idiota ou de retardada e por isso mesmo agir retardadamente também não ajuda muito. Rancor por ele eu não tenho, mas não digo que foi a pessoa que mais colaborou com a minha auto-estima. Mas mais do que vomitar isso na cara dele, eu quero reatar laços. Conseguir passar os braços por trás e dar um abraço torto, porém sincero, enquanto ele lê e-mails. Amo. E percebo cada vez mais como ele e elas três são pessoas muito fodas. Fortes, porém frágeis, frágeis, porém fortes - este é o tipo mais conquistador. Talvez por isso eu goste tanto daquele outro, o que encontrei há menos de dois meses. E tão desesperadamente luto pra incluí-lo em minha vida. Talvez por mais apenas algum medo de perder. Contenha-se. Reprima-se. Contenha-se. Superegue-se. CONTENHA-SE.



- Postado por: Renata às 00h03
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Porque hoje foi um fim de semana como todos os outros:

porque acordei depois das dez e não tinha ninguém em casa, ainda com restos da roupa de ontem. Não tive refeições nos horários normais, tomei um banho num horário aleatório, falei no telefone, assisti uns filmes, estudei um pouco, a Edite tava no sítio, a família apareceu, dei uma saída aleatória com eles e voltei rápido, fiquei no computador, a Camila veio aqui e comemos um doce.

 

Porque hoje não foi um fim de semana como todos os outros:

porque acordei e finalmente lembrei do meu sonho, ainda com a roupa do meu encontro com meu namorado (porca). Comi rondelle e cuzcuz, conversei com minha irmã no telefone, assisti um filme muito foda chamado Pequena Miss Sunshine, consegui fazer todos os exercícios de química e entendi a matéria. Tive uma estranha vontade de ir à Igreja que ainda mais estranhamente foi atendida pela família, que saiu para levar umas rifas de lá, num horário de não-missa, como me disse meu namorado. Tive tempo de falar com ele por msn e mostrar a música que meu pai gosta no computador, imprimi o simulado da Camila, que acertou 50 no último, e comemos um doce de pêssego que minha mãe fez praticamente pela primeira vez.



- Postado por: Renata às 21h38
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