EU


NOME: Valkiria

JOGADOR:
Renata

CRONICA:
Ladainhas da Lagarta Viajante

NATUREZA:
eu

COMPORTAMENTO:
indefinido

CLA:
o meu

GERACAO:
1991

REFUGIO:
sobrado paulistano

CONCEITO:
universitária geminiana



Historico

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VIAJANDO



O VENTO
Los Hermanos


O vento vai dizer
lento o que virá,
E se chover
demais,
A gente
vai saber,
Claro de
um trovão,
Se alguém depois
sorrir em paz.

Só de encontrar... ah!



Sem mais anos de solidão, por favor

Um dos meus podres é ter medo de me aproximar das pessoas e encarar a rejeição. Exatamente por isso eu tento me aproximar de todas as pessoas do mundo, para não perder todas as oportunidades, sabendo que sou medrosa assim.
Eu também curto a simplicidade, inclusive ontem e hoje foram dias que ficarão pra história: o que marcamos foi ir ao boliche. E fomos ao boliche. E depois decidimos comer, ir pra minha casa e dormir na minha casa, assistir uns filmes, fritar batatas e kibes de madrugada, almoçar, assistir mais um filme, cochilar, ir embora às 18h. Sabe por quê? Porque deu vontade. Adoro isso. Adoro essas pessoas. Mas eu também adoro simbolismos e tal. Considero muitas vezes antes de pegar um ônibus ou esperar o próximo, guardar no zíper esquerdo ou direito, pensando na repercussão que isso terá na minha vida, porque tem todo um significado. Tipo quando eu deixei passar um ônibus que estava PEDINDO pra ser pego. Mas não o peguei, afinal era um dos poucos momentos em que eu estava sem pressa e não queria correr. Mas, ora só, se o motorista ainda esperou tanto pra sair, é porque eu deveria ter pego. Quem sabe eu não conhecia um pseudo-amor-passageiro à primeira vista? Hoje sentei do lado esquerdo, o lado do ônibus com o qual me identifico mais, porém o que eu sento menos - para que quando eu sentar seja especial. Besteira.
Aquilo que mais prezo na minha vida são as pessoas. Relacionamentos e comportamentos. Amigos. Às vezes até demais. Parece que você escolheu o codinome perfeito - e só pra constar, as paixões do meu Orkut são anteriores aos seus comentários, tenha você meu perfil ou não. Por via das dúvidas:
http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=7713506920803513688

No que diz respeito a simplicidade nas relações, você me lembra meu irmão. Ele irrita-se facilmente, mas é porque os outros complicam demais as coisas simples. Inclusive eu, se quer saber.
Eu gosto que as pessoas leiam o meu blog. Eu gosto que as pessoas comentem no meu blog. Aliás, obrigada.
Pausa na rotina pra dialogar. Eu já estava meio entediada dos meus posts ladainhantes mesmo. Voltei de viagem de novo, mas não garanto muito movimento por aqui não. Ao menos não dos posts viajantes tradicionais. Sim, este é um post viajante, mas não tradicional, apesar de ser o 4º seguido deste gênero.
Você é da Federal? Essa pergunta fecha bastante o círculo de dúvidas. Mas estou cada vez mais certa de que não nos conhecemos mesmo. Dá vontade de mudar essa situação.
Você deve estar confundindo, quem está em cartaz é O Amor Nos Tempos De Cólera, do mesmo autor - o qual estou começando a ler, assim que acabar o terceiro livro seguido do Neil Gaiman, de contos republicados. Aliás, quero ver o filme baseado no segundo destes que li dele, Stardust. Mas não espero mesmo que seja muito igual - minha irmã mesmo já disse que há algumas mudanças, como toda adaptação de uma mídia para outra, como pude saber lendo O Manual do Roteiro emprestado da minha irmã. Se bem que nem precisava ler para saber disso, é só ver o que os fãs reclamam dos filmes do Harry Potter. Não, nunca li os livros.
Vi no Centro Cultural um documentário sobre ex-escravas sexuais sul-coreanas na China servindo japoneses. Nada que eu não faça todos os dias nas minhas horas vagas :)
Se você acha ruim quando a fala se sobrepõe ao que não é dito, e também gosta de mistério, não me parece que você venere tanto assim a simplicidade. Parece até simpatizar com signos quando não está tudo dito. Se eu acertei, mereço uma estrelinha na testa! Na verdade, é mais ou menos assim como EU me sinto. Tanto a parte do mistério quanto da simplicidade - paradoxal, mas não é o que todos somos?

"Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração."



- Postado por: Renata às 23h26
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voltei de viagem.

e de traKinagem.



- Postado por: Renata às 12h00
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dialogando

Omitir pode ser mais interessante, mas apenas se o omissor não perder a instigância e o ignorante, a curiosidade.
Eu sou o tipo de pessoa que considera que se eu não converso, eu sou chata. Se eu não passo ao menos 12 horas do meu dia tendo diálogos diretos o tempo todo, eu sou chata. Mas, claro, isso vale só pra mim. Apenas eu sou desesperada por esse time; os outros, se não o fizerem, tudo bem, devem encontrar outras maneiras de serem legais. Talvez porque eu tenha passado 9 anos de minha vida sendo a isoladinha-da-classe, talvez porque eu seja boba mesmo. Mas, okay, chega do trecho como-sou-coitadinha.
Blogs são psicológos e só perdem nesse quesito pros ÔNIBUS - que diga-se de passagem são lugares muito inspiradores. Imagina só, são pelo menos duas horas de terapia intensiva diária! Eu também tenho leitores fiéis e fantásticos, amo vocês, ok? Haha - momento emo.
Na verdade eu passei a simpatizar mais com ele nessa última semana, porque há uns dois anos atrás ele só significava uma coisa pra mim: RPG. Sim, era legal, mas não o suficiente pra ser idolatrado. E eu comecei a ler Cem Anos de Solidão, mas até aí é mais porque meu amigo disse que era o melhor livro DO MUNDOOO. Já teve problemas com a solidão e se tratou, é isso? Como assim? Nunca fui no CineSesc, mas fui em um show de chorinho faz pouco tempo no Sesc da Paulista com o mesmo amigo de três frases atrás e um comment abaixo do seu.
Certa vez minha Amiga me disse "Hah, acredite, as pessoas que podem vir a ler isso são inacreditáveis" e eu suspeitei que fosse a pessoa de quem eu indiretamente falava no post, mas falamos disso hoje e primeiro que ela nem sabia sobre quem era, segundo que não era ninguém específico mesmo. E citou o irmão e os amigos dele comentando dos posts. E aparece uma Pessoa que pode ou não ser leitora - parece ser - e que eu posso conhecer ou não, saber que lê ou não. Isso é instigante. E talvez eu esteja dando importância demais e você esteja rindo da minha cara, mas, hm, não estou perdendo nada mesmo. Então vamos verificar o que está havendo.
Dias não são chatos, me disseram. O que é que desconheces?
Na verdade as duas coisas são interessantes, de maneiras diferentes. Saber e ignorar. Então, nem sei o que querer, ó. Mas já tenho um palpite quanto ao sexo. E, ah, o pior é não saber nem se eu te conheço. Conheço?
Aquele dia não saí, nem no seguinte. Pra falar a verdade não me lembro direito o que fiz, mas sei ao menos que não fui ao Centro Cultural, não. Fui na segunda e na terça. Na segunda deitei a última meia hora que podia para olhar o céu e fiquei com medo porque as nuvens pareciam que queriam engolir a Terra. E uma tempestade se aproximava de minha casa. E não paravam de sair raios, sempre na mesma direção, um pouco ao Noroeste da cidade, acho eu. Fiquei com medo também e tentei não enconstar em nada metálico. Nisso, eu já tinha ido a cantina, mas só havia muffins, donuts e trufas. Então comprei um muffin. Tinha um cara lendo em um banco, talvez um pseudo-amor-passageiro (acabei não indo em Igreja nenhuma, estava todas fechadas), mas como passageiro que era, não falei com ele, senão seria um pseudo-amor-dialogado. E não achei nenhum livro, nem vi velhos e nem crianças, também não tive vontade de me jogar da 23 de Maio, não desta vez.
Sua personagem é bem interessante, sim, mas sabe eu gosto muito de pessoas, até demais pra falar a verdade. Então eu também gosto de seus supostos "podres" e defeitos. E eu tenho uma certa cisma com a palavra "esperar", e ficar imaginando uma pessoa é exatamente criar expectativas sobre ela. E fico feliz que goste do que eu escrevo, mesmo não me considerando tanto assim como uma pessoa que "escreve sem pudores ou amarras", pois na verdade eu penso bastante antes de postar. Exatamente como o que estou fazendo agora. E espero que minha decisão de responder valha de alguma coisa.



- Postado por: Renata às 14h32
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sobre (a)nonimato

Quem, pelos céus, mundos e horas, é você, Pessoa?

- Postado por: Renata às 22h42
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A mesma ladainha viajada de sempre.

O fato é que eu não suporto essa falta de perspectiva, por mais que seja apenas sobre os próximos três dias. A única coisa que sei é que tenho um monte de pequenas coisas marcadas pro dia 15 e uma viagem no dia 18. E entre isso, o que eu faço? Ando desistindo de marcar coisas, o pessoal não colabora mesmo. E não tô falando de boliches ou ibirapueras com amigos de direita, nisso ainda tenho esperanças, o problema é querer falar AGORA pra ALGUÉM pra fazer ALGUMA coisa. E eu desisto, porque há uns tempos atrás já descobri que não dá certo mesmo. E sair sozinha não é meu forte. Perambular pela cidade procurando algo pra fazer? Já me cansei disso também. Ir a lugares marcados do passado, como Barraco e CCV? O medo da decepção opera aqui. E se eu vou ao Centro Cultural e não tem ninguém, ou as pessoas estão jogando coisas chatas, ou as coisas são legais mas eu sou passiva como sempre? Eu tenho TANTOS planos pra essas férias, mas essa minha mania de não PLANEJAR de verdade, ou quando planejo é remarcado 29 vezes é desanimadora. Eu queria fazer TANTA coisa e só queria alguém pra me acompanhar, mas as pessoas mais cotadas para isso ou não têm a mesma mania de saídas impulsivas que eu, ou estão viajando. O fato é que eu sou muito mercantilista, como diria a Belmira (não, ela nunca disse isso diretamente pra mim): o mínimo de investimento para o máximo de aproveitamento. Quero fazer coisas legais, mas se isso implica em um monte de coisas chatas, já não vale mais a pena. E é disso que se trata o post abaixo. Estou apenas esperando as aulas voltarem pra eu ter com o quê me ocupar, enquanto desejo férias desesperadamente. E cá estou eu de férias. É que eu tenho mania de delimitar a espontaneidade. Eu digo "uau, fiquei espontânea esse ano", mas isso vale só pra quando estou dentro do meu grupo de 15 ou três pessoas. Fiquei tão empolgada com essa história de Fábrica de Quadrinhos, mas vai ser só no semestre que vem. O que eu faço com meu primeiro semestre? Mecânica. Sabe o que eu quero fazer? Ir no Centro Cultural. Na verdade, quero voltar pro Satélite no Carnaval e reencontrar o Lawrence e aquele povo, exceto uma lista de pessoas que equivale a quase metade delas. Eu quero reviver tempos antigos. Quero deixar de ser velha. Eu tô ficando velha. Velha, velha, velha. Com dezesseis anos, a idade master-plus-advanced dos meus oito anos. Tanta reclamação, tanta, mas tanta. Queria falar disso com alguém ou Alguma, mas mais do que isso, queria RESOLVER. Queria ser uma pessoa que RESOLVE. Não fica parada na frente do blog escrevendo um post sobre isso. E queria receber muitos comentários, milhares deles, todos os dias, a primeira coisa que faço após ligar o msn é ver se tenho comments no blog. Raramente minha expectativa é suprida, mas é só porque ela é muito grande mesmo, mais do que um ser humano é capaz de suprir. Desesperar. É fachada. O que eu mais faço na minha vida é esperar. Eu queria ser a nova Neil Gailman. Mas também já perdi esperanças nos meus desenhos e na minha capacidade criativa de histórias. Isso sem contar essa mania de abandonar as coisas pela metade. Vou pintar o cabelo com henna púrpura ou acaju e tudo se resolverá. Serei uma nova pessoa. Eu não consigo parar de escrever besteiras. Porque esse computador tem um ímã muito forte e eu sei que quando sair da frente dele terei o mundo diante de mim, pedindo pra que eu faça algo com ele, e eu vou apenas pro quarto dormir. Boa noite.

- Postado por: Renata às 14h02
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Planos para uma vida

Eu sou aquela que priva-se de prazeres instantâneos pra, karmicamente, merecer um bem maior no futuro.

Eu sou aquela que adia a felicidade ao máximo, pra que quando ela venha, seja valorizada ao máximo no futuro.

Eu sou aquela que não marca compromissos hoje para amanhã pra poder ser livre pra fazer o que quiser no futuro.

Eu sou aquela que vive plantando e esquece-se de colher.

Eu sou aquela que vive rascunhando e esquece-se de desenhar.

 

O problema, minha querida, é que o futuro não existe, e quando você ver, vai ter seus tais 89 anos apática, sentada numa cadeira sem balanço, observando um passado de datas decoradas PRIVADAS de conteúdo.



- Postado por: Renata às 13h31
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