EU


NOME: Valkiria

JOGADOR:
Renata

CRONICA:
Ladainhas da Lagarta Viajante

NATUREZA:
eu

COMPORTAMENTO:
indefinido

CLA:
o meu

GERACAO:
1991

REFUGIO:
sobrado paulistano

CONCEITO:
universitária geminiana



Historico

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VIAJANDO



O VENTO
Los Hermanos


O vento vai dizer
lento o que virá,
E se chover
demais,
A gente
vai saber,
Claro de
um trovão,
Se alguém depois
sorrir em paz.

Só de encontrar... ah!



Reflexão sem conclusão nesta vida. Quem sabe em uma próxima?

Estou sozinha em casa. As pessoas ou estão distantes, ou não podem vir até mim, ou eu não quero ir até elas. Agora é um bom momento para eu parar e me entender um pouco. Mas eu entro na Internet e busco desesperadamente por alguém. Não encontrando, no meio da multidão, apelo para o blog, que é apenas disfarçadamente um lugar meu. Porque na verdade é meu último canal possível com o mundo. Ainda uso a desculpa de que faz tempo que não escrevo.

Ultimamente ando quieta. Eu poderia discorrer sobre a progressão desse estado cronologicamente falando, mas estou com preguiça. Só sei que o que eu mais quero é falar. Abrir a boca para tudo e para todos. Mas já pensando no resultado positivo que isso venha a ter. Como é bem provável que dê tudo errado, fico quieta. Mas eu quero falar. Mas não sei. Ou tenho medo de não sei o quê. Ou não sei o que falar.

Eu sei que para conseguir isso é só parar de ficar pensando nisso. Mas entre saber e fazer tem um grande caminho.

Eu sei que tenho medo de mudança. Por isso ajo o menos possível, para que a vida continue como está. Assim, a vida como está fica uma merda, porque eu controlo cada passo, cada fala, cada ação. E eu sei também que a vida agora só tende a mudar. E eu quero dormir. Me abraçar em alguém e esperar o tempo passar. Depois, eu acordo. Mas por enquanto, me deixe ficar aqui parada. Ao mesmo tempo, não me deixe ficar parada, vendo esse tempo bom ir embora. “Me segura. Não me segura, não me segura!” – eu sou o Timão, ok. Eu planejo os próximos passos que devo tomar, penso: depois que eu arranjar esses pré-requisitos de vida, eu vivo. Mas adio-os o máximo possível, porque tenho medo de ter que viver, quando acabar.

A minha vida hoje é muito boa. Eu espero que ela continue assim para sempre. Eu espero não ter que me deparar com muitas contraditoriedades. Eu espero escapar de tudo o que for ruim. Eu espero ser protegida disso. Eu espero voltar para a barriga de minha mãe. Eu espero viver num ciclo eterno que vai do momento em que eu nasço até os meus 18 anos. Eu espero que as pessoas compreendam que eu não quero que elas me contrariem. Eu não desespero. Eu sou a pessoa mais mimada e carente que eu conheço. Eu achei que tinha me tornado uma pessoa muito foda no primeiro ano. Eu percebi que eu não mudei nada desde aquela maldita oitava série. Eu gosto de jogar a culpa nos outros. Mas o que eu mais gosto mesmo é me culpar.

Eu me culpo por ser tão egocêntrica – leia só este post! Eu uso essa culpa de fachada, porque quero continuar a falar de mim. Eu apenas finjo que estou falando de mim, na verdade estou me justificando para o mundo. Eu não estou me justificando para o mundo, ele para mim é uma projeção de mim mesma – no que diz respeito a para quem eu estou me justificando. Eu nunca vi alguém com um Superego tão filho da puta. Minha moral é chata pra caralho. Eu nunca vi alguém se odiar tanto. Eu já devo ter visto, mas sou egoísta o suficiente para não notar.

Eu adoro fabricar fantasmas para me perseguir.

Adoro fazer drama com o meu passado. E, novamente, culpá-lo pela minha paranóia presente. Eu tenho mania de perseguição. O que eu mais quero é explicar essas coisas para o mundo, para que ele me perdoe por ser uma pessoa tão ruim. Sim, estou fazendo mais drama e não estou nem aí. Se eu não puser pra fora, ele vai continuar aqui dentro de qualquer forma. Então vamos importunar os outros com ele um pouco que logo passa.

Porque na verdade, eu odeio de verdade o meu organismo. Odeio minha irregularidade. Ou melhor, minha regularidade rápida. MRU intenso. Preciso comer chocolate para repor toda a serotonina que eu perco de três em três semanas ou menos. Ou talvez algo um pouco mais médico.

Eu finjo que não, mas me apego. A tudo o que manter o tempo parado. Rei Leão e feijoada. O buraco do sofá, as datas, as gatas, o tal do Boreau que não é Boreau e sim um leopardo. Não, não posso mudar o nome dele agora do nada. Não posso mudar nada. Tenho que ter quatro anos eternamente.

Eu não sei, afinal de contas, se preciso ou não de alguém com um diploma especificamente para me ouvir. Faz tempo que eu ando boicotando isso. Teoricamente, pretendo voltar lá ao menos para repor. Mas também estou adiando isso, com medo de confrontar-me comigo mesma. Ou melhor, com a realidade. A realidade de que o tempo passa. Mano, eu tenho medo de como eu vou estar daqui alguns anos. Eu vou ser a pessoa com a maior crise de meia idade desse mundo.

Quando eu morrer eu vou querer ser a mesma de quando eu nasci.

Vou ser a típica mãe que joga no filho as próprias frustrações. Hoje o que eu mais faço é planejar como vou criar meus filhos. Porque desde que eu nasci é isso o que eu mais quero. Além de trabalhar com o que eu gosto, mas essa parte é a mais difícil, porque eu não quero trabalhar, porque trabalhar significa mudar a realidade que eu conheço desde que nasci. Ainda não entrou na minha cabeça que minhas irmãs não moram mais em casa. Não faço a mínima idéia se vou casar. Duvido muito dessa idéia de casamento, na verdade – abomino que o casamento volte à minha casa. Mas eu gosto de como estou hoje. “Meu coração vai se entregar à tempestade”, ineditamente não estou pensando no futuro. Porque não quero que ele chegue. Será muito tempo de presente. Nos últimos três meses e nos próximos, o tempo parou. Nada de linearidade – ela leva muitas coisas embora. Eu sou mesmo é muito covarde.

Mas não vamos entrar nesse mérito agora, eu só tenho que fechar aqui dizendo que filhos eu quero ter. E que eles vão ser os seres mais amaldiçoados desse mundo, porque me terão como mãe. E eu vou destruir a mente deles. Um casal. Que pouco vai conhecer de regras. Que vai valorizar a liberdade. Que vai desconhecer e confundir muitas noções, porque eu vou complexá-los, já que nunca vão entender nada do que eu disser. Porque o que eu mais quero para eles é que eles entendam que é eles que criam sua própria visão de mundo. Eu não farei isso por eles. O que eu farei é mostrar isso a eles. Mas eu não vou saber fazer isso. E eles vão se fuder muito. Coitados. Então eu penso no mundo se acabando e por isso – só por isso, não pela possibilidade de eu enlouquecê-los –, penso duas vezes antes de tê-los. E já que há esse risco, mal posso esperar pelo nascimento do meu priminho. Esse sim vai virar um verdadeiro Gonçalves; apesar de não ter este sobrenome, vai ter o espírito. A partir do final de 2008, ninguém vai segurar o Dimitri. Esse sim vai ser um cara grande.

 

"Mas não sou mais tão criança a ponto de saber tudo" ~Renato.



- Postado por: Renata às 17h03
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Who is it?

Então. Ultimamente eu tenho tido vontade de escrever enquanto volto para casa. Mas quando chego em casa a vontade passa.

Agora não estou com vontade de escrever. E eu não vou desperdiçar meus pensamentos em um post ruim.

CD da Björk o tempo TODO na minha cabeça. Isso irrita. Principalmente porque eu não sei cantar, daí fico só na melodia.

Skylab é o Henry do futuro. Drummond é o Henry do passado.

Eu sou a Renata. Beijos.



- Postado por: Renata às 16h05
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oi

- Postado por: Renata às 18h11
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