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EU |
NOME: Valkiria
JOGADOR:
Renata
CRONICA:
Ladainhas da Lagarta Viajante
NATUREZA:
eu
COMPORTAMENTO:
indefinido
CLA:
o meu
GERACAO:
1991
REFUGIO:
sobrado paulistano
CONCEITO:
universitária geminiana
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Historico |
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VIAJANDO |
"Estas são algumas formas freqüentes pelas quais as pessoas experimentam depressão:
- Tristeza, desespero, sentimento de perda, vazio, sentimento de nostalgia;
- Apatia, indiferença, motivação escassa ou nenhuma, cansaço;
- Incapacidade de sentir ânimo ou prazer, perda do prazer de viver;
- Maior sensibilidade à crítica ou a rejeição; maior suscetibilidade;
- Baixa auto-estima, falta de confiança em si mesmo, sentimentos de inadequação;
- Irritabilidade, propensão aos sentimentos de frustração e raiva;
- Sentimentos de culpa, auto-acusação, ódio a si próprio;
- Sentimentos de desesperança e/ou impotência diante da vida."
Não podia ser melhor. Era pra ser uma tarde estranha, com dois caras da federal que mal se conheciam e uma amiga do kk. Mas os dois caras não puderam vir, e veio outra amiga do kk. Foi então uma tarde remontando àquelas do TCC - com o grupo, mas sem o trabalho. E ainda apareceu aqui aquele que eu queria que fosse meu melhor amigo, mas não pôde ficar. Melhor assim, ele ficaria perdido no meio das três. Demoraram pra chegar, mas valeu a pena. Escutei algumas músicas hoje.
Só por hoje eu não quero mais chorar
Só por hoje eu espero conseguir
Aceitar o que passou o que virá
Só por hoje vou me lembrar que sou feliz
Hoje já sei que sou tudo que preciso ser
Não preciso me desculpar e nem te convencer
O mundo é radical
Não sei onde estou indo
Só sei que não estou perdido
Aprendi a viver um dia de cada vez
Só por hoje eu não vou me machucar
Só por hoje eu não quero me esquecer
Que há algumas pouco vinte quatro horas
Quase joguei a minha vida inteira fora
Não não não não
Viver é uma dádiva fatal!
No fim das contas ninguém sai vivo daqui mas -
Vamos com calma !
Só por hoje eu não quero mais chorar
Só por hoje eu não vou me destruir
Posso até ficar triste se eu quiser
É só por hoje, ao menos isso eu aprendi
~só por hoje, legião urbana
Sabe, as pessoas tentam fazer com que eu acredite em certas coisas que eu sei que não é verdade. Talvez porque elas acreditem mesmo nisso, mas eu, que convivo comigo todos os dias, sei que não é verdade.
A diretora da escola do fundamental queria que a sala fosse cheia de Renatas. As pessoas da sala não falavam comigo porque eu não falava com elas, porque estava me ocupando em ir bem nas aulas. Eu gostava dos professores que ninguém gostava, porque eles gostavam de mim. Meu irmão, depois de anos me chamando de retardada, fala pros amigos que eu sou o geniozinho da família. Minha melhor amiga às vezes parece me idolatrar, agora na sua fase intelectual. Meu namorado nerd fala que eu não sou burra pra me fazer parar de chorar. Eu tiro as piores notas em desenho geométrico, mas a professora parece acreditar que eu sou boa. O cúmulo de tudo: o professor de História da Arte se orgulha da bibliografia que eu escolhi, diz que pareço estar bem encaminhada e que meu projeto de pesquisa promete ser bom, até chega a propor uma iniciação científica.
Sabe, eu não estou reclamando de nada.
Eu só não entendo.
Porque quando eu estou acompanhada apenas de mim mesma, eu vejo que tudo isso não faz sentido. Eu sinto que as pessoas estão depositando confiança demais em mim. Que eu vou decepcionar a todos sempre. Que eu não sei de onde elas tiram essas idéias. Que eu não consigo me concentrar. Que minha bibliografia é ótima, mas eu leio e não consigo absorver nada, muito menos produzir alguma coisa. Que eu não consigo passar mais de uma hora debruçada sobre um trabalho. Que eu faço apenas o mais fácil. Que eu acho que vou repetir em todas as matérias. Eu posso ter capacidade de agradar as pessoas e até ir bem nas coisas mais simples, como provas objetivas, mas organizar um pensamento meu? Criar? Executar? Meu processo de acabamento é o mais porco e impaciente, minha cabeça é a mais distraída. Até quando as pessoas falam comigo eu sinto estar no mundo da lua. Eu sinto que é uma dificuldade mental mesmo. Posso aprender uma coisa, mas se me perguntarem sobre ela logo em seguida já não vou mais saber explicar. Nem pra mim mesma. Já esqueci. É tudo muito superficial e momentâneo. Eu não poderia fazer uma tese de doutorado, me aprofundar sobre um tema, porque eu sou simplesmente incapaz de fazer isso. E eu não estou pedindo por consolo. Só estou pedindo ao meu cérebro que funcione direito. Que eu deixe de ser uma retardada.
Para o profº de História da Arte: eu prometo muito, mas você não deveria acreditar tanto assim em mim.
meu blog é quinzenal, no mínimo.
estou passando a me conformar mais com as coisas. não de uma forma conformista, mas de aceitar, sabe. saudavelmente.
nem sempre as pessoas podem atender desesperadamente às minhas vontades. puxa vida, que coisa.
isso é tão bom, porque eu fico muito mais feliz com meus amiguinhos e amorzinhos :)
e eu não sei o que responder quando as pessoas perguntam como está indo a faculdade, porque não há muita novidade, mas também não está chato.
e preciso voltar pra Dra. Ivany. foi muito do nada ter parado de ir por quase um ano. ela vai ficar surpresa com meu namoro de 10 meses, que começou duas semanas depois que eu parei de ir.
sugestivo, não?
até que eu comecei a fazer algumas coisas só depois que parei de ir lá.
tô bem, sabe :) tranqüila.